Sobe para 25 o número de mortos em operação policial no Rio de Janeiro

PorExpresso das Ilhas, Lusa,7 mai 2021 7:49

O balanço do número de mortos numa operação policial que decorreu na manhã de hoje no Rio de Janeiro subiu para 25, segundo a Defensoria Pública estadual, que adiantou estar no local a acompanhar a situação.

"A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informa que está acompanhando com muita atenção os desdobramentos da operação policial que deixou 25 mortos na manhã desta quinta-feira, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio", indicou o órgão na rede social Twitter.

"Neste momento, a instituição está no local, por meio da sua Ouvidoria e do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, ouvindo os moradores e apurando as circunstâncias da operação, a fim de avaliar as medidas individuais e colectivas a serem adoptadas. Desde já, manifestamos nosso pesar e solidariedade aos familiares de todas as vítimas de mais essa tragédia a acometer nosso estado", acrescentou.

Entre as vítimas mortais está o inspector de polícia André Leonardo de Mello Frias, informou a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que desencadeou esta operação de combate ao crime organizado na comunidade do Jacarezinho.

De acordo com a imprensa local, trata-se de uma das operações policiais mais letais da história do Rio de Janeiro.

Após denúncias de violações e execuções extrajudiciais durante a operação, grupos de defesa dos direitos humanos estão no Jacarezinho, considerada um dos quartéis-generais da facção Comando Vermelho, a maior organização criminosa do Rio de Janeiro.

Em comunicado, a Polícia Civil informou que se tratou de uma operação contra traficantes do Comando Vermelho e que foi desencadeada em conjunto com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

A investigação teve início a partir de informações recebidas pela polícia, de que traficantes vêm aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território, e que explora práticas como tráfico de drogas, roubo de cargas, assaltos a pedestres, homicídios e sequestros em transportes públicos.

Além das vítimas mortais, que, à exceção do inspetor André Leonardo de Mello Frias, não tiveram as suas identidades reveladas até ao momento, a operação resultou ainda em vários feridos, entre eles passageiros do metro que cobre a região, após disparos aparentemente terem atingido uma janela de uma das composições.

De acordo com a imprensa local, também uma pessoa foi baleada no pé, quando estava dentro de casa, e outros dois agentes da Polícia Civil foram atingidos durante o confronto, tendo sido transportado para uma unidade hospitalar.

Vídeos divulgados por moradores da favela do Jacarezinho registaram o som de rajadas e explosões em diferentes pontos da comunidade, alvo desta ação policial denominada "operação Exceptis".

Após a operação de hoje, o comércio na região fechou e as ruas ficaram vazias. Também os centros municipais de saúde daquela área receberam a notificação para enceramento durante o dia de hoje, para protecção dos funcionários e pessoas nos arredores, segundo confirmou à rede Globo a Secretaria Municipal de Saúde.

A polícia destacou que há dificuldade em actuar no Jacarezinho por causa das barricadas instaladas por traficantes e das táticas de guerrilha usadas pela quadrilha.

"O local abriga uma quantidade relevante de armamentos, que seriam utilizados nas retomadas de territórios perdidos para facções rivais ou para se reforçar de possíveis investidas policiais", explicou a corporação em comunicado.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,7 mai 2021 7:49

Editado porAndre Amaral  em  19 jun 2021 23:21

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