A votação de terça-feira à tarde em Washington resultou em 49 votos contra 45, ficando aquém dos 60 votos necessários para avançar.
O Senado dos EUA (câmara alta do Congresso) reuniu-se nesta terça-feira para votar uma proposta republicana, aprovada pela Câmara dos Representantes (câmara baixa), para financiar o governo, de forma temporária, até 21 de Novembro.
Os democratas votaram em massa contra a proposta porque insistem em negociar a expansão dos benefícios de saúde, que expiram este ano.
Os republicanos insistem em aprovar o projecto de lei tal como está, recusando-se a sentar-se à mesa, argumentando, sem provas, que o programa de saúde conhecido como Obamacare beneficia os imigrantes indocumentados.
Seis senadores não votaram, incluindo John Fetterman, da Pensilvânia, um dos três democratas que tinha apoiado o projecto de lei apoiado pelo Partido Republicano em votações recentes.
Ainda não é claro quando é que o Senado poderá tentar avançar novamente com o projecto de lei. O período das festas de fim de ano está a aproximar-se e a Câmara, controlada pelos republicanos, ainda não convocou novas sessões.
Ainda antes da votação, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou acabar com alguns programas de ajuda pública se a paralisação do governo durar mais uma semana.
Em declarações aos jornalistas da Casa Branca, o republicano disse estar pronto para apresentar na sexta-feira uma lista de programas governamentais apoiados pelos democratas e encerrá-los.
Trump não especificou a que tipo de subsídios ou programas se referia, mas disse que se trata de projectos "ultrajantes e semi-comunistas".
"Nunca mais voltarão", frisou o chefe de Estado norte-americano.
A paralisação do governo já levou ao despedimento de centenas de funcionários federais, ordenado pela Casa Branca, e provocou atrasos no tráfego aéreo e na fronteira com o México.
Democratas e republicanos ainda não chegaram a acordo sobre os 60 votos necessários para uma das duas propostas orçamentais temporárias, levando o país a entrar na quarta semana desta situação, que o assola desde 01 de Outubro.
Foto: Depositphotos
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