A Estratégia de Vistos da União Europeia (UE), hoje adotada, prevê que esta esteja "mais bem preparada para a mobilidade crescente, bem como para as consequências da instabilidade regional e da competição geopolítica", referiu o executivo comunitário num comunicado.
Bruxelas quer reforçar "a primeira linha de controlo de segurança", bem como facilitar as entradas dos imigrantes "que contribuem para as nossas economias e sociedades", segundo a mesma nota informativa.
Em conferência de imprensa, o comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, referiu que "a UE é o destino mais procurado no mundo e os Estados-membros emitem mais de dez milhões de vistos por ano".
No que se refere aos países terceiros abrangidos pela isenção de vistos, o comissário destacou que este "é um privilégio que acarreta responsabilidades e os países têm de cumprir critérios objetivos", prevendo que a estratégia, que deverá entrar em vigor ainda em 2026, apresente "um sistema moderno para a concessão de isenção de vistos a países parceiros, incluindo um novo quadro de avaliação com critérios claros".
O executivo comunitário prevê ainda novos procedimentos digitais para simplificar os controlos prévios, a partir do quatro trimestre do ano, para viajantes isentos de visto, estando a aplicar nova ferramentas digitais e antevendo que os sistemas de tecnologias de informação estejam interoperáveis até 2028.
A par da Estratégia, a Comissão adotou uma recomendação sobre a atração de talento para a inovação, com o objetivo de tornar a UE mais atrativa para profissionais altamente qualificados, estudantes, investigadores e empreendedores inovadores.
A Estratégia de Vistos integra um pacote que inclui também recomendações para a política migratória.
Foto: depositphotos
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