Líderes europeus reúnem-se para discutir crescimento

PorExpresso das Ilhas, Lusa,12 fev 2026 8:20

Os líderes da União Europeia (UE) reúnem-se hoje num retiro, onde Portugal não estará presente, na Bélgica para discutir como aumentar a competitividade e o crescimento económico comunitário, quando se fala numa Europa a duas velocidades na cooperação financeira.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, cancelou a sua participação no retiro devido à situação de calamidade em Portugal, pelo que será representado na ocasião pelo homólogo grego, Kyriakos Mitsotakis, que é da mesma família política (Partido Popular Europeu) e da mesma região (Europa do sul), segundo fontes governamentais.

No encontro informal de alto nível que decorre no castelo belga de Alden Biesen, a cerca de uma hora de Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, vai promover debates entre os restantes 26 líderes europeus sobre como reforçar o mercado único, reduzir as dependências económicas e aumentar a competitividade da UE, num novo contexto geoeconómico em constante mudança.

Esta cimeira europeia informal serve para recolher directrizes em questões como a remoção das barreiras no mercado interno, a redução dos preços da energia, a promoção da indústria comunitária e a alavancagem de verbas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já veio defender uma UE simplificada e a duas velocidades quanto à integração financeira para acelerar a União dos Mercados de Capitais, o que iria permitir que alguns países da UE (os que quisessem) pudessem harmonizar melhor os seus sistemas, facilitar o financiamento às empresas e reduzir a dependência de capital externo.

A UE conta com 27 sistemas financeiros diferentes, cada um com o seu supervisor, e mais de 300 plataformas de negociação, enquanto os Estados Unidos, por exemplo, têm um único sistema financeiro, uma única capital financeira e alguns outros centros financeiros.

Os Tratados da UE prevêem mecanismos de cooperação reforçada, através do qual um grupo mínimo de países pode aprofundar a cooperação em determinadas áreas (como o euro, o Espaço Schengen ou o direito da família) sem obrigar todos a participar.

No Outono de 2023, quando era primeiro-ministro português, António Costa defendeu que a UE deveria funcionar como um "grande edifício multifuncional", numa metáfora referente à cooperação flexível entre os Estados-membros.

Uma outra ideia que será discutida neste retiro diz respeito à preferência europeia, dando prioridade a empresas, produtos ou investimentos da UE em sectores estratégicos.

A ideia é combater a falta de investimento e de inovação na UE, diversificar o fornecimento energético para obter preços mais baixos e reforçar a resiliência e segurança económicas, principalmente face à China e aos Estados Unidos.

Em causa estão reformas nacionais, mas também europeias, ao nível da simplificação administrativa (para gerar poupanças de 15 mil milhões de euros por ano), da remoção de barreiras no mercado único (com as barreiras internas a equivaleram a uma tarifa de 45% sobre bens e 110% sobre serviços), da aposta na inovação e da atração do investimento.

A UE é o maior bloco comercial do mundo em termos combinados de bens e serviços, representando, em 2024, uma fatia de 15,8% do comércio mundial.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,12 fev 2026 8:20

Editado porAndre Amaral  em  12 fev 2026 14:19

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