"Vamos enviar um grande navio-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não estão a receber tratamento lá", escreveu Trump.
"Está a caminho!!!", acrescentou o republicano, no sábado, na plataforma que detém, a Truth Social, sem especificar o número de doentes ou quem poderá beneficiar do navio-hospital.
A mensagem é acompanhada por uma imagem, aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostra o USNS Mercy, um navio de 272 metros de comprimentos, geralmente estacionado no sul da Califórnia, a navegar em direção a um horizonte de montanhas nevadas.
O presidente dos Estados Unidos não especificou se este é o navio que será de facto enviado para a Gronelândia.
Trump indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como enviado especial dos EUA para a ilha ártica.
O republicano tem acusado os europeus de não protegerem adequadamente a Gronelândia contra as ambições russas e chinesas no Ártico e ameaçou assumir o controlo da ilha, defendendo a necessidade de ali instalar defesas anti-míssil dos Estados Unidos.
No entanto, Donald Trump recuou nas ameaças após a assinatura de um acordo-quadro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
O rei da Dinamarca, Frederic X, visitou esta semana a Gronelândia, onde, apesar do difícil passado colonial da Dinamarca, a monarquia goza há muito tempo de grande popularidade.
Poucas horas antes da mensagem de Trump, o exército dinamarquês anunciou a evacuação de um tripulante de um submarino norte-americano próximo de Nuuk, que "precisava de tratamento médico urgente", para o hospital da capital da Gronelândia.
Na sexta-feira, a Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica,
Os novos exercícios militares da NATO na Gronelândia vão estar sob a coordenação do Comando Conjunto Norfolk (JFC Norfolk) e fazem parte dos planos da Aliança Atlântica para o fortalecimento militar da região do Ártico.
Paralelamente, as manobras incluem exercícios nacionais como o Arctic Endurance da Dinamarca e o Cold Response da Noruega, nos quais dezenas de milhares de militares operam com o objetivo de melhorar a coordenação das forças da NATO.
No âmbito do destacamento, um pelotão de Rangers da Força Aérea Sueca foi enviado para a Gronelândia para treinar durante duas semanas ao lado das Forças Armadas Dinamarquesas, com o fim de reforçar a segurança regional e praticar a defesa do flanco norte aliado.
A Suécia contribui também com aviões de combate destacados para a missão de vigilância aérea da NATO na Islândia.
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