A suspensão temporária da chamada "Lei Jones" permitirá o transporte de combustível entre portos dos Estados Unidos em navios não norte-americanos, alterando uma regra em vigor desde a década de 1920 e frequentemente apontada como fator de encarecimento dos combustíveis.
Em paralelo, o Departamento do Tesouro norte-americano (equivalente ao Ministério das Finanças) autorizou, com limitações, a retoma de transações com a petrolífera estatal venezuelana PDVSA, permitindo a venda de petróleo a empresas norte-americanas e nos mercados globais.
A medida representa uma mudança significativa na política de Washington, que durante anos bloqueou o setor energético venezuelano através de sanções.
Segundo fontes do Governo norte-americano, a licença pretende incentivar o investimento na indústria petrolífera da Venezuela e aumentar a oferta mundial de crude, contribuindo para estabilizar os mercados energéticos.
As novas regras permitem operações a empresas já existentes antes de janeiro de 2025, mas mantêm restrições a determinados países e formas de pagamento, não eliminando totalmente o regime sancionatório.
As decisões surgem num contexto de forte pressão sobre a administração norte-americana para conter a escalada dos preços do petróleo, agravada pela interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.
Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.
O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.
Foto: Depositphotos
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