Situação sanitária em Cuba é "profundamente preocupante", alerta OMS

PorExpresso das Ilhas, Lusa,26 mar 2026 8:14

O director-geral da OMS declarou quarta-feira que a situação sanitária em Cuba é "profundamente preocupante", enquanto o bloqueio americano sobre os combustíveis agrava a crise energética da ilha.

"A saúde deve ser protegida a todo custo e nunca estar à mercê da geopolítica, dos bloqueios energéticos e das falhas de electricidade", o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

"A situação em Cuba é profundamente preocupante, pois o país luta para manter a prestação de serviços de saúde num momento de enormes turbulências, provocando carências de energia que afectam a saúde", acrescentou.

A deficiência do sistema cubano de produção de electricidade provoca cortes de energia diários que podem durar até 20 horas. A ilha carece do combustível necessário para produzir a electricidade de que necessita.

Desde a captura pelos Estados Unidos do principal aliado de Cuba, o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 03 de Janeiro, a economia da ilha foi ainda mais duramente atingida, enquanto o presidente americano Donald Trump mantém um bloqueio petrolífero de facto ao país.

Nenhuma carga de petróleo foi importada pela ilha desde 09 de Janeiro, o que afecta o sector da electricidade e obriga também as companhias aéreas a reduzir os seus voos para Cuba, um duro golpe para o sector vital da sua economia, o turismo.

Tedros referiu informações da imprensa segundo as quais os hospitais cubanos tiveram dificuldades em manter os seus serviços de urgência e cuidados intensivos.

"Milhares de intervenções cirúrgicas foram adiadas no último mês, e pessoas a necessitar de cuidados de saúde, desde pacientes com cancro até mulheres grávidas preparando-se para o parto, foram colocadas em risco devido à falta de electricidade para operar os equipamentos médicos e garantir a cadeia de frio para as vacinas", explicou Tedros.

"Os hospitais cubanos, as clínicas e as ambulâncias são necessários, agora mais do que nunca, e devem ser apoiados", acrescentou o responsável máximo da OMS.

Para além dos cortes diários de electricidade, os preços dos combustíveis dispararam, os transportes públicos são escassos e o lixo acumula-se, já que os camiões de recolha de lixo deixaram de circular.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,26 mar 2026 8:14

Editado porAndre Amaral  em  26 mar 2026 11:36

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