Starmer disse pretender "ir mais longe" do que os compromissos assumidos na cimeira bilateral com a UE em Londres no ano passado numa segunda edição que, segundo o jornal The Guardian, terá lugar em Bruxelas no final de junho ou início de julho.
"Queremos ser mais ambiciosos. Uma cooperação económica mais estreita. Uma cooperação de segurança mais estreita", declarou o chefe do Governo do Reino Unido.
Starmer falava numa conferência de imprensa em Londres sobre o conflito no Médio Oriente em curso e o respetivo impacto na economia mundial, nomeadamente ao nível do aumento dos preços da energia.
"É cada vez mais claro que, à medida que o mundo continua a seguir este caminho volátil, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e com a União Europeia", frisou o primeiro-ministro britânico trabalhista.
O governante indicou que o executivo já fez progressos em áreas como "a agricultura, a eletricidade e o comércio de emissões" de carbono, mas que o 'Brexit' (processo da saída do Reino Unida da UE) "causou profundos danos" à economia britânica.
"As oportunidades de reforçar a segurança e reduzir o custo de vida são demasiado grandes para serem ignoradas", vincou.
Porém, questionado sobre se a aproximação à UE significa uma mudança de posição relativamente ao mercado único ou à união aduaneira, Starmer manteve as promessas eleitorais de não restaurar a livre circulação de pessoas nem regressar às estruturas comunitárias anteriores.
"Os compromissos do programa eleitoral mantêm-se, mas deixámos claro que queríamos uma relação mais próxima com a Europa. Isso é perfeitamente consistente com o nosso programa", respondeu.
O primeiro-ministro rejeitou igualmente a ideia de estar a "escolher a Europa em detrimento dos Estados Unidos (EUA)", após os jornalistas questionarem a alegada deterioração da sua relação pessoal com o Presidente norte-americano, Donald Trump.
"Não vou escolher entre os EUA e a Europa. Está no nosso interesse ter uma relação forte com ambos", assegurou, frisando, que "em matéria de defesa e segurança, energia, emissões e economia, precisamos de uma relação mais forte com a Europa".
Foto: Depositphotos
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