De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Informação (ONEI) cubano, em março chegaram à ilha caribenha 35.561 turistas estrangeiros, depois de 77.663 de fevereiro e 184.833 de janeiro.
Em comparação, a média mensal de visitantes estrangeiros no primeiro trimestre do ano em 2023 e 2024 situou-se em cerca de 250.000 pessoas.
Por países de origem, o Canadá contribuiu, entre janeiro e março, com 124.794 pessoas e a Rússia com apenas 20.917, menos 55,2% e 37,5%, respetivamente.
As visitas da comunidade cubana ao estrangeiro também diminuíram significativamente no primeiro trimestre do ano, em 32,8%, para 34.233 pessoas, indicou o ONEI.
O turismo, setor essencial da economia cubana, já se encontrava em crise em 2025, quando se registaram os piores números desde 2002 (sem contar com os anos da pandemia da covid-19).
A pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, e especialmente o bloqueio petrolífero, tem sido um dos principais fatores que têm prejudicado esta indústria.
Desde janeiro, as principais rotas aéreas, provenientes do Canadá e da Rússia, entre outras, foram canceladas devido à falta de combustível e muitos hotéis encerraram temporariamente as portas por falta de clientes.
A incerteza quanto à evolução das tensões geopolíticas entre Washington e Havana e as consequências acumuladas da falta de combustível na ilha também têm um impacto negativo nas perspetivas do turismo em Cuba.
A fragilidade do setor turístico cubano, motor económico durante anos, tem como principais fatores a grave crise económica e energética que o país atravessa - que se reflete nos serviços e na experiência -, o corte de rotas aéreas e as sanções norte-americanas.
O turismo é fundamental para os planos de recuperação económica do Governo cubano, devido à sua contribuição para o produto interno bruto (PIB) e à entrada de divisas que representa, que normalmente figura entre as mais importantes, juntamente com os serviços profissionais e as remessas.
O país registou em 2025 pouco mais de 1,8 milhões de visitantes estrangeiros, face à meta governamental de 2,6 milhões.
Em 2024, foram 2,2 milhões e, em 2023, 2,4 milhões, de acordo com dados oficiais.
Os números estão longe dos máximos registados em 2018 (4,6 milhões) e em 2019 (4,2 milhões), valores recorde associados à melhoria das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba nesses anos e à eliminação das restrições impostas por Washington às viagens à ilha.
Atualmente, a situação do turismo em Cuba contrasta com a de destinos semelhantes na região das Caraíbas, como Punta Cana (República Dominicana) e Cancún (México), que estão a registar máximos históricos de visitantes após a pandemia.
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