O transporte de emergência inclui dois tripulantes com sintomas leves, que aguardam resultados de análises ao sangue, e um passageiro assintomático, mas que partilhou cabine com uma das três vítimas mortais durante a viagem de cruzeiro que partiu da Argentina e atravessou o Atlântico Sul durante abril com 147 pessoas.
Segundo o último ponto de situação feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os sete casos identificados (incluindo as mortes), contabilizam-se cinco casos suspeitos e dois confirmados em laboratório de infeção com hantavírus.
Na Praia, a transferência das três pessoas (duas dos Países Baixos e uma do Reino Unido) “deverá ocorrer nas próximas horas através de dois aviões ambulância, em articulação com as autoridades nacionais e internacionais competentes”, referiu Ângela Gomes, diretora-nacional de Saúde, em conferência de imprensa, ao início da noite.
A operação de transporte “está a ser preparada com a máxima segurança", referiu, reiterando que “não existe qualquer risco para a população em terra", ou seja, o risco sanitário é considerado "baixo”.
“Até ao momento, não foi registada qualquer nova ocorrência envolvendo outros ocupantes da embarcação”, que permanecem em quarentena, disse, acrescentando que, “concluído o processo, o navio deverá retomar a viagem”, em direção às ilhas Canárias ou Países Baixos.
O barco fundeou no domingo, na Praia, recebendo assistência por pessoal médico com fatos de proteção e sem nenhum desembarque, como medidas de precaução, numa operação articulada a nível internacional.
O navio de cruzeiro irá partir para as ilhas Canárias, devendo chegar dentro de três a quatro dias, segundo o Ministério da Saúde espanhol. No entanto, o "porto de chegada exato ainda não foi determinado".
O Ministério da Saúde espanhol referiu, em comunicado, que os detalhes do protocolo vão ser divulgados assim que forem definidos pela OMS e pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).
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