A medida, que vigorará por um período de teste de quatro anos, visa fortalecer a estabilidade financeira da organização num contexto de persistentes pressões sobre a liquidez, assim como evitar ajustes contábeis que reduzam a disponibilidade real de recursos para as operações das Nações Unidas, especialmente as missões de manutenção da paz.
A presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, afirmou num comunicado à imprensa que essa decisão impede "o iminente colapso financeiro da ONU" ao "modernizar uma regra financeira obsoleta de 75 anos que há muito tempo mina a estabilidade da organização".
Baerbock acrescentou que a medida tem efeitos concretos no terreno, observando que "mais de 900 milhões de dólares (788 milhões de euros) destinados a operações de manutenção da paz não precisarão mais de ser creditados aos Estados-membros e ajudarão a proteger civis e a manter a cessação das hostilidades".
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também saudou a decisão, avaliando que a mesma permitirá uma "gestão mais estável" dos recursos.
"Esta decisão vai permitir-nos gerir os recursos de forma mais previsível e responsável, e melhorar a execução dos mandatos", afirmou.
Guterres destacou que a reforma é "fundamental para a continuidade operacional, especialmente para as operações de manutenção da paz", e que beneficiará o seu sucessor, que será nomeado ainda este ano, evitando a obrigação de devolver fundos que, em muitos casos, "nem sequer haviam sido recebidos".
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