São Tomé e Príncipe: campanha presidencial arranca com apelos à paz e rejeição da violência

PorExpresso das Ilhas, Lusa,4 jul 2026 15:34

A campanha eleitoral para as presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe arrancou hoje, com a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) a apelar aos candidatos e seus apoiantes para um clima de paz, contenção e não violência ao longo das próximas duas semanas.

“Viveremos o momento alto da nossa vivência democrática, é o período em que a voz do povo soberano se prepara para ecoar e fazer-se ouvir nas urnas”, afirmou o presidente da CEN, Jeudiger Nascimento, durante a assinatura do pacto de não agressão, a que apenas o candidato Carlos Vila Nova aderiu.

O responsável deixou ainda um apelo à responsabilidade de todos os intervenientes no processo eleitoral. “Exorto a todos os partidos, candidatos e os seus apoiantes a conterem os seus ânimos. Rejeitem as provocações, evitem difamações e combatam a desinformação. A paz pública é o bem mais precioso que temos”, sublinhou.

O Tribunal Constitucional admitiu cinco candidaturas às presidenciais, incluindo a do atual Presidente da República, Carlos Vila Nova, que concorre a um segundo mandato e conta com o apoio de vários partidos, entre os quais o MLSTP, o Movimento Basta, o PCD, o MDFM, a UDD, o Partido Nossa Terra e uma ala da ADI.

No primeiro dia de campanha, Carlos Vila Nova está no distrito de Lembá, onde realiza visitas a comunidades, roças e localidades, terminando com um comício na cidade de Neves.

Já o candidato Nito de Sousa Viegas D’Abreu cumpre agenda no distrito de Água Grande, com passeatas e contactos com populações locais, contando com o apoio da liderança da ADI e de partidos aliados.

Os restantes candidatos, Miques João Bonfim e Eugénio Trindade Tiny, concorrem sem apoio partidário relevante, enquanto Jorge Bom Jesus, apesar de ter anunciado desistência fora do prazo legal, mantém o nome no boletim de voto.

Segundo a CEN, estão recenseados 142.191 eleitores para estas presidenciais, dos quais 121.670 no território nacional e 20.521 na diáspora.

Uma Missão de Observação Eleitoral da União Europeia já se encontra no terreno e promete uma avaliação rigorosa e independente do processo eleitoral até às presidenciais de 19 de julho e às eleições legislativas, regionais e autárquicas de 27 de setembro.

Foto: depositphotos

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,4 jul 2026 15:34

Editado pormaria Fortes  em  4 jul 2026 15:34

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