Eleições renhidas na Suécia com imigração no centro da campanha

PorExpresso das Ilhas, Lusa,11 set 2026 8:58

A Suécia vai a votos no domingo, depois de uma campanha eleitoral renhida, muito focada na imigração e com um cenário de governação totalmente em aberto.

Ao mesmo tempo que as legislativas, nas quais só os cidadãos suecos, pouco mais de oito milhões, podem votar, vão decorrer as regionais e municipais, escrutínios em que os cidadãos europeus, incluindo cerca de seis mil portugueses residentes na Suécia, podem participar.

As eleições para o parlamento, numa campanha marcada também pelos temas do custo de vida, da educação e da saúde, estão renhidas, com vários cenários de governação em aberto.

Nas últimas sondagens, o conjunto dos partidos da oposição surge muito próximo dos partidos da coligação do governo, que integra Moderados, Democratas-cristãos e Liberais, apoiados pelo partido de direita radical nacionalista, os Democratas Suecos.

A oposição, representada por diversos partidos de esquerda, continua à frente, mas a diferença entre os dois blocos está, segundo a empresa de sondagens Novus, dentro da margem de erro (2,6 pontos percentuais), pelo que o desfecho das eleições é difícil de prever.

Durante a campanha, o partido líder da oposição, os Sociais-democratas (equivalente ao PS português), liderados pela antiga primeira-ministra Magdalena Andersson, mantiveram um primeiro lugar destacado nas sondagens.

Mas no país escandinavo as potenciais coligações de governo contam muito e a proximidade dos dois blocos deixa muitos cenários em aberto.

Em termos individuais, o partido de Andersson continua na liderança, com 26,6% das intenções de voto, de acordo com um barómetro publicado pela Novus na quarta-feira.

Em segundo lugar surgem os Democratas Suecos, com 19,3%, seguidos dos Moderados, do atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, com 16,6%.

Os Verdes surgem agora em quarto lugar, com 8,8%, seguidos do Partido de Esquerda (semelhante ao Bloco de Esquerda português), com 7,5%, dos Centristas com 7,8% e dos Democratas-cristãos com 6,4%. Por fim, os Liberais, com 5,8%, têm vindo a traçar uma trajetória ascendente, o que pode contribuir para uma vitória à direita.

A diferença entre os dois blocos, esquerda e direita, é agora de pouco mais de 2 pontos percentuais.

Caso a união da esquerda obtenha mais assentos parlamentares, é expectável que Magdalena Andersson se torne na primeira mulher eleita primeira-ministra na Suécia.

Andersson já foi chefe de Governo, entre novembro de 2021 a outubro de 2022, mas esse cargo decorreu de uma nomeação pelo parlamento sueco, não de eleições legislativas.

A dar-se uma vitória do bloco da direita, agora um pouco mais perto do topo graças à subida dos Liberais e à perda dos Sociais-democratas, deverá manter-se o atual governo de coligação entre os Moderados, os Democratas-cristãos e os Liberais.

Uma das consequências mais significativas de uma vitória à direita, seria a entrada da direita radical, pela primeira vez, num governo sueco.

Ulf Kristersson afirmou, em abril deste ano, que os Democratas Suecos serão integrados no governo caso a direita consiga mais votos que a união da esquerda.

A Suécia tem cerca de 10 milhões de habitantes.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,11 set 2026 8:58

Editado porAndre Amaral  em  11 set 2026 14:15

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