Primeira-dama quer mais mulheres a decidir o futuro do país

PorExpresso das Ilhas, Lusa,9 mar 2018 7:06

Lígia Fonseca
Lígia Fonseca

A primeira-dama de Cabo Verde, Lígia Fonseca, defendeu quinta-feira maior participação das mulheres em funções políticas e na governação do país, mas em condições de fazer a diferença e abrir caminho para as mulheres das gerações futuras.

"Não vale a pena termos oito ou 20 mulheres no Governo se a situação não mudar, mas se essas mulheres fizerem a diferença, ou seja, criarem as condições e mudarem as mentalidades para que a seguir e nos próximos Governos tenhamos 16 mulheres, o trabalho está a ser feito", disse Lígia Fonseca.

A primeira-dama cabo-verdiana falava à imprensa no âmbito de um encontro de reflexão, promovido pela ONU Mulheres para assinalar o Dia Internacional da Mulher, este ano sob o lema "Activistas rurais e urbanas, transformando a vida das mulheres".

O actual governo tem quatro mulheres em 20 elementos, mas Lígia Fonseca assinalou que no anterior executivo havia mais mulheres, mas nem por isso a participação política melhorou.

Para Lígia Fonseca de nada adianta a valorização alcançada pela mulher "se, no momento, em que escolhem as pessoas para liderar e decidir o que é melhor para o país se esquecem das mulheres".

Apontando que as mulheres são 50% da população cabo-verdiana, considerou que elas têm uma palavra a dizer em todas as decisões, sublinhando que não adianta nada oferecer flores no dia 08 de Março, se é retirado às mulheres o direito de participar das decisões do país.

"Gosto de receber flores quando encontro mulheres nos sectores que eram dominados apenas por homens, quando prestam homenagens às mulheres activistas cabo-verdianas e ao saber que a mulher tal alcançou ou foi designada para isto ou aquilo", indicou Lígia Fonseca.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,9 mar 2018 7:06

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  10 mar 2018 10:11

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