Cidadão português cumpre segundo dia de greve de fome à porta do Centro Comum de Vistos

PorExpresso das Ilhas,4 dez 2018 14:49

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Homem de nacionalidade portuguesa iniciou, na segunda-feira, uma greve de fome à porta do Centro Comum de Vistos, na Praia. A razão, diz, é por o CCV ter negado um visto turístico à sua esposa sem que haja qualquer razão para isso. Embaixada diz que o processo está a decorrer e que não atribui vistos sob coacção.

Carlos Pereira está desde esta segunda-feira em greve de fome à porta do Centro Comum de Vistos. A razão, diz, é a não atribuição de um visto turístico à sua esposa que lhe permitiria acompanhá-lo a Portugal durante a época natalícia.

O visto, após uma primeira análise, foi negado pelo Centro Comum de Vistos e Carlos Pereira não se conformou com a decisão.

“Pediram os documentos normais que seguiram os seus trâmites legais, e quando entregávamos os documentos sempre faltava algo mais”. Com a recusa de atribuir o visto, Carlos Pereira pediu uma audiência com a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena Paiva, que, segundo Carlos Pereira, terá recusado o encontro. Carlos acabaria por ser recebido pelo cônsul de Portugal que o informou que nada podia fazer quanto ao pedido de visto.

Esta terça-feira, a esposa de Carlos Pereira foi chamada para uma entrevista no CCV. “Fizeram chantagem psicológica com ela. Disseram-lhe que este protesto podia prejudicar o processo”, acusa Carlos Pereira.

“A Amália Rodrigues cantava um fado em que dizia que cantaria até que a voz lhe doesse. Eu vou fazer como ela. Vou estar aqui em greve de fome enquanto o meu corpo aguentar”, garante Carlos Pereira cuja viagem para Portugal está marcada para a próxima sexta-feira.

Num comunicado enviado à Inforpress, a Embaixada de Portugal em Cabo Verde informou que o processo de pedido de visto em nome da esposa do Carlos Pereira está a seguir a sua tramitação normal.

O recurso apresentado no Centro Comum de Vistos, de acordo com a mesma fonte, será analisado de acordo com o quadro legal vigente, o que passará pela realização da habitual entrevista à requerente, frisando, no entanto, que a Embaixada de Portugal não emite vistos sob coacção ou intimidação.

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Autoria:Expresso das Ilhas,4 dez 2018 14:49

Editado porAndre Amaral  em  9 dez 2018 20:19

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