SIACSA denuncia “violação” da liberdade sindical

PorSheilla Ribeiro,23 set 2019 12:20

O Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Florestas, Serviços Marítimo e Portuário (SIACSA) denunciou hoje, durante uma conferência de imprensa, que a liberdade sindical e o exercício dessa liberdade estão sendo postas em causa.

Segundo o Presidente do SIACSA, Gilberto Lima, o direito a manifestação, o direito de se inscrever nos sindicatos estão sendo “violados”.

“Refiro-me em primeiro lugar a Câmara Municipal da Praia (CMP), que procedeu disciplinarmente contra os bombeiros por esses exercerem no direito a manifestação”, avançou o líder sindicalista, afirmando que a CMP “não teve o cuidado” de observar os dispositivos legais, em termos da manifestação realizada pelos Bombeiros Municipais.

Na mesma linha, Gilberto Lima, acusou a Câmara Municipal de São Vicente de “violar” o direito a liberdade sindical, ao convidar trabalhadores inscritos no SIACSA a associarem-se num outro sindicato.

“Na ilha do Sal, o HIFACAR, empresa de transportes de turistas, pratica uma carga horária de 14 horas diárias e essa prática leva-os a lembrar que ali a fiscalização não existe e se existe é deficitária”, acusou, alegando que não basta instalar a Inspecção Geral do Trabalho (IGT), mas fazer um bom trabalho para “desamarrar” as violações acima das violações dos empregadores.

Também estão a viver o mesmo problema, conforme Gilberto Lima, centenas de trabalhadores da Sociedade de Segurança de Cabo Verde (SONASA) que tiveram os seus contractos rescindidos e aguardam as indeminizações.

“A situação laboral nas empresas de segurança depois de muitas reuniões com o Governo ficou acordado que os sindicatos, os empregadores e o Ministro das Finanças, reuniriam no dia 22 deste mês, para findar o processo de melhoria salarial dos vigilantes, o que não aconteceu”, afirmou, anunciando que a movimentação dos vigilantes pode acontecer a qualquer momento.

Na mesma ocasião o presidente do SIACSA, Gilberto Lima, também denunciou que o Laboratório de Engenharia Civil (LEC) “não quer” cumprir a decisão do tribunal sobre o processo que envolveram os trabalhadores daquela instituição.

“A Ministra das Infra-estruturas deve orientar a LEC, na pessoa da PCA, no sentido de cumprir com a lei porque ela não está acima da lei”, clamou.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,23 set 2019 12:20

Editado porAndre Amaral  em  24 set 2019 8:04

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