Cabo Verde registou progressos consideráveis na Saúde Sexual e Reprodutiva das mulheres e raparigas – Verdefam

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,11 jul 2020 11:03

A directora executiva da Verdefam considera que Cabo Verde tem registado progressos consideráveis no que se refere à Saúde Sexual e Reprodutiva e Direitos das mulheres e raparigas.

Elizabete Xavier, que falava à Inforpress no âmbito do Dia Mundial da População, que se assinala hoje, sobre o tema “Como salvaguardar a saúde incluindo a Saúde Sexual e Reprodutiva e Direitos das mulheres e raparigas em tempos de pandemia da Covid-19”, sublinhou que os indicadores do III Inquérito Demográfico e de Saúde (IDSR III) confirmam estes progressos.

“Um dos grandes progressos é a redução da mortalidade materna, os partos a serem realizados nas estruturas de saúde, o acompanhamento do pré-natal, o progresso na eliminação da transmissão vertical do VIH e a redução do número de filhos por mulher”, disse.

Apesar destes ganhos, aponta desafios a serem combatidos, nomeadamente, a gravidez na adolescência, o diagnóstico e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, o cancro da mama e do colo do útero, e o reforço da educação sexual compreensiva para adolescentes e jovens nas escolas e comunidades.

A violência baseada no género e práticas nocivas para meninas e mulheres, bem como uma atenção acrescida aos grupos vulneráveis, foram também apontadas como desafios, assim como a superação das necessidades não satisfeitas ainda existentes no país no domínio dos Direitos Sexuais e Reprodutivos.

Questionada se o acesso à informação e aos serviços essenciais de saúde e direitos sexuais e reprodutivos em Cabo Verde está a funcionar, Elisabete Xavier, apesar de admitir as dificuldades do país,  aponta  a existência de um trabalho e vontade de superação.

“Somos arquipelágicos, temos condições diferentes nas ilhas, no meio urbano e rural. Consideramos os Direitos Sexuais e Reprodutivos, um Direito Humano, pelo que o acesso à informação e aos serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) são prescindíveis para o desenvolvimento que se quer sustentável, equitativo e inclusivo”, acrescenta.

Segundo Elisabete Xavier, as organizações da sociedade civil, as instituições públicas e os parceiros de desenvolvimento articularam-se e desenvolveram acções e respostas, para o actual contexto, em termos de informação, serviços, acompanhamento e reencaminhamento visando, com isso, facilitar o acesso e combater a violência baseada no género.

“A Verdefam, como ONG com 25 anos de existência, tem acompanhado o processo com a promoção dos Direitos e o acesso à informação e serviços de saúde sexual reprodutiva. O trabalho feito respeita o cumprido na sua missão de defender, promover e garantir maior acessibilidade no exercício dos Direitos Sexuais e Reprodutivos”, garantiu.

A directora executiva da Verdefam sublinha  que a instituição tem contribuído  para fornecer informação e serviços de saúde de qualidade, principalmente para a população mais vulnerável, visando contribuir para que o país consiga atingir os ODS.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,11 jul 2020 11:03

Editado pormaria Fortes  em  25 abr 2021 23:21

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