Coronavírus: O dia em revista

PorDulcina Mendes,13 jul 2020 19:10

Cabo Verde registou nas últimas 24 horas, mais 24 casos, e passa a contar com 1.722 casos positivos acumulados e 19 óbitos. Dos 24 novos casos, dois são da Praia, três de Santa Cruz e 19 do Sal.

Segundo o Director Nacional de Saúde, Artur Correia, na habitual conferência de imprensa sobre COVID-19, a circulação de pessoas é um factor fundamental para o aumento de número de casos.

Neste sentido, Artur Correia apela para a responsabilidade de todos nós, em especial da população jovem, para proteger os velhos e familiares de risco e com doenças cronicas que estão em casa.

“Já vimos que a COVID-19 mata, e já temos 19 óbitos em algumas ilhas, embora a taxa de letalidade esteja abaixo da mundial, e é de se lamentar os 19 óbitos que já tivemos e que podiam ter sido evitados, casos as pessoas não tivessem contraído a doença”, afirma.

O grupo etário que mais sofre óbito é a partir dos 61 anos. Há 15 óbitos de pessoas a partir de 61 anos, no universo de 19 óbitos. E dos 15 óbitos nacionais 12 são da cidade da Praia, segue-se a ilha do Sal com quatro óbitos, São Domingos um, São Vicente um e Boa Vista um.

A nível nacional, neste momento temos 12 pessoas em isolamento hospitalar, uma pessoa com caso suspeito sem confirmação que está no Hospital Ramiro Figueira, temos três internados no Hospital Regional de Santa Rita Vieira, no Sal e oito no Hospital Agostinho Neto. 

No Hospital Agostinho Neto, explicou que dos oito isolados, um doente que não temos confirmação ainda se está com a COVID-19 está a ser ventilada.

Há 167 pessoas infectadas que estão em isolamento domiciliar na cidade da Praia. “A partir do momento que tomamos essa medida, o número de pessoas em isolamento domiciliar tem estado a aumentar e tem que a ver esse equilíbrio de responsabilidade das autoridades em fazer o seguimento das pessoas que estão em isolamento domiciliar, mas também das próprias pessoas infectadas que estão a fazer isolamento domiciliar para tomarem todos os cuidados possíveis para não infectarem os outros familiares que coabitam no mesmo domicilio”, explica.

Neste momento, conforme Artur Correia há quatro novos focos de transmissão no país, nomeadamente na Praia, Sal, Santa Cruz e Santa Catarina.

COVID no mundo

De acordo com estudo britânico divulgado hoje e que a Lusa teve acesso, a imunidade adquirida por anticorpos após a cura da COVID-19 pode desaparecer em alguns meses, o que poderá complicar o desenvolvimento de uma vacina eficaz a longo prazo.

"Este trabalho confirma que as respostas de anticorpos protectores em pessoas infectadas com SARS-CoV-2 (...) parecem decair rapidamente", disse hoje Stephen Griffin, professor associado da escola de medicina da universidade de Leeds (Reino Unido).

De acordo com o especialista, "as vacinas em desenvolvimento devem gerar protecção mais forte e mais durável contra infecções naturais ou ser administradas regularmente".

"Se a infecção fornecer níveis de anticorpos que caem em dois a três meses, a vacina potencialmente fará o mesmo" e "uma única injecção pode não ser suficiente", afirmou ao jornal Guardian Katie Doores, autora do estudo.

O estudo, realizado por investigadores da universidade britânica King's College London, ainda não foi validado pelo escrutínio de outros investigadores não envolvidos.

Os investigadores estudaram a resposta imunológica em mais de 90 casos confirmados (incluindo 65 por testes virológicos) e que demonstram que os níveis de anticorpos neutralizantes, capazes de destruir o SARS-CoV-2, o coronavírus que provoca a doença COVID-19, atingem o pico médio em torno de três semanas após o início dos sintomas, depois declinam rapidamente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que “demasiados países estão a ir na direcção errada” no que respeita ao combate à pandemia da COVID-19.

Em conferência de imprensa a partir da sede da OMS, em Genebra, o director-geral, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “os actos de muitas pessoas e governos” e “mensagens contraditórias” vindas de chefes de Estado e outros líderes estão a “minar” os esforços para controlar a expansão do novo coronavírus.

O responsável avisou que “não haverá um regresso à velha normalidade no futuro próximo mas há um roteiro para controlar [a COVID-19] e continuar com a vida”, salientando que sem medidas de controlo e supressão adoptadas a nível governamental e em colaboração com as populações, a pandemia “só vai ficar pior e pior e pior”.

O número de mortes em África devido à COVID-19 subiu hoje (13) para 13.238, mais 250 nas últimas 24 horas, em quase 595 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infectados subiu para 594.841, mais 16.937 nas últimas 24 horas, enquanto o número de recuperados é hoje de 297.480, mais 10.469.

A África Austral regista o maior número de casos (285.940) e regista 4.236 mortos, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais infectados e mais mortos em todo o continente, com 276.242 casos e passou hoje as quatro mil vítimas mortais (4.079).

O Norte de África lidera no número de mortes (5.345), tendo 124.349 infecções. A África Ocidental conta 1.592 mortos em 96.959 infectados, a África Oriental regista 1.230 vítimas mortais e 47.023 casos, enquanto na África Central há 835 mortos e 40.570 infecções.

Depois da África do Sul, o Egipto é o segundo país com mais vítimas mortais, contabilizando hoje 3.858 mortos e 82.070 casos de infecção, seguindo-se a Argélia, com 1.004 mortos e 18.712 infectados.

Entre os cinco países mais afectados, está também a Nigéria, com 740 mortos e 32.558 infectados, e o Sudão, com 650 mortes e 10.250 casos.

Em relação aos países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infecções e mortes, com 1.842 casos e 26 vítimas mortais.

Moçambique com 1.154 infectados e nove mortos. São Tomé e Príncipe contabiliza 726 casos e 14 mortos e Angola tem 506 casos confirmados de COVID-19 e 26 mortos.

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há vários dias 3.071 casos e 51 mortos, segundo o África CDC.

O primeiro caso de COVID-19 em África surgiu no Egipto em 14 de Fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de Fevereiro.

Na Europa, o Reino Unido registou 11 mortes por COVID-19 nas últimas 24 horas, menos do que as 21 da véspera, tendo o total contabilizado durante a pandemia subido para 44.830 óbitos, informou hoje o ministério da Saúde britânico.

Itália registou nas últimas 24 horas 13 mortes e 169 casos de infecção pelo novo coronavírus, reforçando a descida sensível dos últimos dias, que inverteu uma tendência ascendente registada na semana passada.

Em Portugal, morreram 1.662 pessoas das 46.818 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Por outro lado, a Grécia vai reabrir os seus aeroportos a voos do Reino Unido a partir de quarta-feira, mas exigirá aos passageiros a apresentação de um teste negativo ao novo coronavírus realizado até três dias antes. Desde o início da pandemia, a Grécia regista 3.803 casos de infecção e 193 mortes associadas à COVID-19.

A Suécia regista 74.898 casos e 5.526, uma incidência bastante superior à de outros países europeus com população semelhante.

A Alemanha identificou 159 novos casos de COVID-19 num dia para um total de 198.963, com o ministro da Saúde, Jens Spahn, a avisar que “o perigo de uma segunda vaga é real”.

O Irão ultrapassou a barreira dos 13.000 mortos devido ao novo coronavírus, anunciou hoje o Ministério da Saúde em Teerão, apelando ao respeito das regras sanitárias. Com 203 novas mortes anunciadas hoje, “o número total de vítimas mortais atingiu as 13.032”, disse Sima Sadat Lari, a porta-voz do Ministério da Saúde.

Os Estados Unidos são o país do mundo com mais mortos (135.205) e mais casos de infecção confirmados (mais de 3,3 milhões).

Segundo um balanço feito pela agência francesa AFP, a pandemia da COVID-19 já provocou mais de 569 mil mortos e infectou mais de 12,92 milhões de pessoas em 196 países e territórios. 

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Autoria:Dulcina Mendes,13 jul 2020 19:10

Editado porAndre Amaral  em  14 jul 2020 7:29

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