“O médico cura o homem, mas o médico veterinário cura a humanidade”

PorSara Almeida,10 out 2021 7:47

É cada vez mais reconhecida, a nível mundial, a sua importância na saúde pública, em todas as suas vertentes. Contudo, em Cabo Verde, a imensa abrangência da sua actuação ocorre fora dos holofotes, e é pouco perceptível para o público geral. São também ainda poucos os que, por vários motivos, seguem esta profissão, da qual há carência no país e que está em ascensão em todo o lado. Falamos dos médicos veterinários. Esses que curam a humanidade.

“O médico cura o homem, mas o médico veterinário cura a humanidade”. A frase (atribuída a Louis Pasteur) é usada pela Directora do Serviço de Pecuária, Ana Lina Olende, para ilustrar a importância e abrangência da profissão.

A nível internacional já poucas dúvidas há do papel fulcral do médico veterinário na preservação da saúde pública. Hoje, mais de 70% das doenças que afectam actualmente as pessoas são de origem animal.

Aliás, a humanidade passa actualmente pelas consequências de uma (alegada) zoonose, ou seja, doença que passa dos animais para os homens (e vice-versa), sendo que relativamente consensual que a pandemia do SARS-CoV-2 teve origem animal.

Mas, ainda antes, o “mundo entendeu que não se pode falar da saúde sem envolver três áreas. a saúde humana, saúde animal e saúde ambiental”.

Surgiu assim o paradigma da “One Health”, ou uma Só Saúde, que alinha as três áreas (ver caixa) e coloca um novo foco sobre a medicina veterinária. Mas como está a medicina veterinária em Cabo Verde?

Mundo Pecuário

A maioria dos médicos veterinários em Cabo Verde trabalha para o Estado. E um dos principais serviços a esse nível é, como sempre foi, o Ministério da Agricultura e Ambiente.

“Há uma verdade, que eu vou dizer: a maioria da nossa população rural, não vive da agricultura, vive da pecuária. Em todas as casas se encontra um porco, uma galinha, uma vaca…”, aponta a Directora do Serviço de Pecuária.

No país, se já há algumas unidades de exploração industriais e semi-industriais, há muitas, mas mesmo muitas pequenas unidades de explorações familiares, de tamanho variado.

As explorações são assistidas pelos técnicos do serviço, que as visitam, “dão formação sobre boas práticas de exploração, orientações, e prestam também apoio a nível da intervenção da medicina veterinária”, garante Ana Lina Olende, ela própria médica veterinária.

Vítor Cabral Gonçalves, tem uma pequena exploração pecuária m Entre Picos de Reda (Santa Catarina).

“Crio galinha, porco, vaca, burro, carneiro... um pouco de tudo”, enumera. É de lá que tira, primeiro, géneros para casa, e depois alguma coisa para a venda.

E é um dos criadores a quem a delegação do MAA presta apoio “de vez em quando”.

Entre os serviços, destaca o de veterinária, coordenado por Odete Esmeralda Santos.

Felizmente, ainda não houve nenhuma doença que lhe dizimasse cabeças de gado, mas quando há algum problema de saúde nos seus animais a referida veterinária “chega e faz tratamento”. Ou quando algum parto, por exemplo, está a ser complicado, recorre ao serviço de veterinária da delegação.

Assim, nada tem a dizer do apoio que lhe é prestado a esse nível. As suas queixas concentram-se, na verdade, em outro ponto: a água.

“Entre Picos é uma zona seca. Um tanquinho de água de 2 toneladas, que dá só para uma semana, custa 4 mil escudos. É um constrangimento. Por mais que eu queira alargar a criação de animais, não posso, porque há falta de água e água é fundamental”, lamenta.

Um problema, que a própria coordenadora dos serviços veterinários do concelho de Santa Catarina destaca, e que traz outras complicações.

“A população rural depende da chuva”, lembra Odete Santos, e no que toca particularmente aos animais, como nesse cenário é difícil ter dinheiro para comprar ração “preferem deixar o animal fora, à solta, para procurar o seu próprio alimento”. Além de não haver controlo do que comem, alguns caem pelas ribanceiras, e morrem.

Aliás, como refere por seu lado Ana Lina Olende, a par com a peste suína africana, registada nas ilhas de Santiago (onde apareceu), Maio, Fogo e Boa Vista, entre as doenças frequentes no país estão as parasitárias e as derivadas de carências nutricionais, devido a essa alimentação.

Com a criação “à solta” também se torna difícil controlar a quem pertencem os animais e até a própria quantidade de animais, que por vezes se reproduzem e parem fora de casa. Nesse sentido, assume-se como importante o projecto de registo de animais que agora vai ser implementado, destaca Odete Santos.

Falta de pessoal

O número de recursos humanos na área da pecuária, em particular de veterinários, é escasso, face às necessidades.

Por exemplo, no serviço central da Direcção de Pecuária há, actualmente, quatro veterinários. Além de Santiago, há veterinários em São Vicente, Maio, Fogo, Boa Vista e Santo Antão. As outras ilhas funcionam com para-profissionais veterinários.

Mesmo em Santiago, por exemplo, concelhos de elevado potencial de pecuária, como Santa Cruz ou Tarrafal, têm imensa falta de profissionais.

Neste momento, avança ainda Ana Lina Olende, há já futuros veterinários em formação no exterior.

“É uma área que precisa de mais gente, mas já foi acautelada essa situação e já há 10 jovens a formarem-se Portugal”, avança.

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Do prado ao prato

A abrangência da actuação do Serviço Pecuário da Direcção Geral de Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP), do Ministério da Agricultura e Ambiente, é enorme. Está presente em todas as delegações, implementa os projectos, as políticas e os programas e trabalha diferentes sectores, englobando todos os detalhes da cadeia do animal, da produção primária ao seu consumo.

Destaca-se o serviço veterinário cujo papel é definir normas para “melhorar a capacidade de intervenção, garantindo a saúde e o bem-estar animal”, bem como melhorar a capacidade de intervenção face, por exemplo, a urgências sanitárias.

Esse serviço contempla a rede de vigilância epidemiológica (área, que como o nome indica, trata da vigilância, prevenção, controlo e luta contra as doenças zoonóticas) e os serviços de inspecção.

“É o nosso serviço que autoriza a entrada ou saída de todos os animais e produtos de origem animal de Cabo Verde para fora e de fora para Cabo Verde. Fazemos a autorização de importação, através da análise de risco e fazemos a inspecção a nível das portas de entrada, ou seja, Portos e Aeroportos, e a nível do trânsito inter-ilhas”, explica a directora Ana Lina Olende.

Quanto ao abate, o ideal seria que os matadouros (onde os animais devem ser abatidos) fossem “seguidos” por um veterinário, mas a carência de profissionais não o permite.

Mas há também aqui um constrangimento. “A construção dos matadouros é da responsabilidade das Câmaras Municipais, e a nossa responsabilidade é fazer a inspecção”, aponta. Ora, não há matadouros em todos os concelhos, do país.

“Estamos neste momento a contactar todas as CMs no sentido de reabilitarem ou construírem matadouros, para podermos organizar esta fileira, desde a produção primária, até o produto final”, adianta.

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Ordem dos médicos veterinários

São apenas cerca de 27, os inscritos activos na Ordem dos Médicos Veterinários de Cabo Verde.

A própria Ordem é recente. Foi criada em 2016, sendo obrigatório, desde então, a inscrição na mesma poder exercer a profissão em território nacional.

Poucos a exercem. E várias vezes quem faz o “papel” de veterinário é alguém que não reúne os requisitos.

Já alguns casos de denuncia chegaram à Ordem, vindos tanto por parte dos utentes como dos profissionais inscritos.

“Temos tentado, sempre que haja uma denúncia, despoletar algumas acções de investigação. Por agora temos tentado sempre o diálogo, com as diferentes partes, porque sabemos que somos poucos e muitas vezes os utentes acabam por recorrer, por exemplo, a técnicos profissionais”, conta o bastonário, Edson Cabral dos Santos.

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Mais do que impor, tem havido “flexibilidade, compreensão, e até sensibilidade para iniciativas” para actuar área, “porque esses profissionais acabam por tentar cobrir uma deficiência que existe”. Mas devem procurar ter médicos veterinários a fazer a orientação, apela.

“Porque há questões sensíveis, que as pessoas têm de ter atenção para não haver consequências futuras”, alerta, dando como exemplo o mau uso de antibióticos.

Formação

Não existe no país um curso de medicina veterinária. De qualquer modo, como aponta o bastonário, não haveria docentes suficientes em Cabo Verde para o ministrar, embora estes pudessem ser “importados”.

E uma das razões para que haja tão poucos veterinários talvez tenha a ver com o escasso número de vagas nas universidades estrangeiras, arrisca o bastonário, quando questionado sobre o porquê da escassez de veterinários no país.

No ano em que Edson Santos concorreu (“1999 ou 2000”) havia apenas três vagas para esse curso. Assim, na sua percepção, seria importante “haver uma política para aumentar o número de vagas a nível internacional”, procurando inclusive os países vizinhos, com destaque para o Senegal, onde “a área da medicina veterinária é bem desenvolvida”.

Seria importante também, para melhorar a situação da área, a criação de, por exemplo, um hospital veterinário e um aumento e maior atenção à formação contínua dos médicos veterinários.

Veterinária “é uma área em ascensão”. Ganharia o país e as pessoas.

Cães e Gatos

Se há algo que muitos médicos veterinários referem é que, desde cedo, e na base da escolha da profissão, está o “amor” aos animais.

Edson Santos considera mesmo que é esse o “primeiro passo” para a escolha. Foi o seu.

Chegado à universidade, em Portugal, o mundo da veterinária revelou-se muito mais amplo. E o veterinário, que hoje é Director de Regulação Alimentar da Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), acabou por realizar estágio na Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária de Portugal.

“É muito interessante também, essa área do controlo de alimentos de origem animal”. A Food Safety foi, assim, também “amor à primeira vista”.

“É uma área que a nível do continente africano está em ascensão e necessita de desenvolvimento”, sublinha.

No seu caso, e ao contrário de alguns colegas, desistiu de tratar de animais domésticos.

Entretanto, existe o desconhecimento na sociedade, sobre as vertentes cobertas pela medicina veterinária, nomeadamente a nível da saúde publica, sendo que essa ignorância leve muitas vezes a pensar no veterinário como o médico de cães e gatos.

“Temos que aumentar o nível de percepção das pessoas sobre o que é a medicina veterinária, quais são as áreas de actuação e qual é o seu papel na sociedade”, admite. No plano de actividade da Ordem está aliás a implementação de um plano de comunicação para tentar mudar esse paradigma. Devido a vários constrangimentos, porém, como seja o número diminuto de associados, falta de tempo e também poucos recursos financeiros (pelas poucas quotas cobradas), tal ainda não foi possível.

Segurança alimentar

Uma das grandes vertentes de actuação da medicina veterinária é, como já referido, a questão da segurança alimentar e controlo sanitário. Para todas as sub-vertentes há já, em Cabo Verde, legislação que estabelece as normas legais e os procedimentos a serem seguidos em cada etapa.

O caminho resumidamente seria então “fazer valer a legislação”, que é boa, e “haver políticas para se melhorar aqui o controlo sanitário”.

Um aspecto que Edson Santos considera que deve ser trabalhado, também, é o licenciamento dos criadores. Em vários países, um criador, para fornecer alimentos de consumo humano, tem de passar por todo um processo de obtenção da licença.

“Tendo em conta o cenário em que vivemos ainda é difícil porque muitas pessoas acabam por depender da criação de animais e acabam por fazê-lo da forma como conseguem, mas é uma questão que tem de ser trabalhada”, aponta.

Algumas regras básicas poderão ter na verdade um grande efeito. É o caso, por exemplo, do registo dos animais.

“Quando se regista o animal, estamos a criar essa necessidade das pessoas de cumprir as responsabilidades sanitárias, e isso faria toda a diferença”, antevê Edson.

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One Health

O conceito de Saúde Única representa uma visão integrada da saúde em que saúde humana, saúde animal e saúde ambiental são indissociáveis.

É uma directiva mundial que Cabo Verde também assumiu.

“Há esse entendimento a nível das instituições”, diz a Directora do Serviço de Pecuária da DGASP, Ana Lina Olende, garantindo que o seu serviço já está a trabalhar em parceira com entidades da Saúde e Ambiente.

Também da parte da Ordem dos Médicos Veterinários tem havido uma tentativa de fomentar parcerias sob esse novo paradigma da saúde e chamar a atenção para a importância da área.

“Não se pode falar da medicina humana sem falar da medicina animal, ou da medicina ambiental, logo há essa necessidade de reforçarmos internamente a área da medicina veterinária”, destaca o bastonário, Edson Santos.

Aliás, como refere, o Regulamento Sanitário Internacional, da OPAS/OMS, um instrumento jurídico internacional vinculativo para todos os países membros da OMS, fomenta essa questão da One Health.

Ainda pouco antes da pandemia, conforme conta Edson Santos, Cabo Verde foi feita uma avaliação da implementação desse regulamento, avaliando vários itens.

“Entre os vários itens onde somos classificados, a questão da medicina veterinária foi um dos itens onde se identificou a necessidade de ser desenvolvido”.

A bem da saúde pública global.

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Ser veterinário e empresário

João Santos terminou o curso em Medicina Veterinária em 1993. O “amor” aos animais, desde a infância vivida em Santo Antão, fê-lo seguir essa área e seguir para a Alemanha para se formar. Regressou e, depois viu partir mais dois membros da sua família – o sobrinho José Chantre Santos, e o filho Hugo Santos – para o estrangeiro para se formar e também eles regressarem, como médicos veterinários a Cabo Verde. Todos trabalham no grupo de empresas da família que engloba a produção de ovos (Sociave) e a suinicultura industrial, ambas em São Vicente, e a charcutaria e queijaria (São João Baptista), em Santo Antão.

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Ao olhar para os idos 93, vê a evolução. Na altura havia ainda menos veterinários. Eram “muito, muito poucos”. Na área de pequenos animais, então, quase ninguém trabalhava. Ele, em São Vicente, e um colega em Santiago foram, inclusive, os primeiros a abrir um consultório para esses animais.

Assim, a percepção de que o veterinário é o médico do cão, é recente. Antes, ele era visto como um “técnico do Ministério da Agricultura, que prestava serviços a animais de grande porte”.

Hoje há mais veterinários (no geral) e, congratula-se, “temos uma classe sólida e temos uma ordem, eleita”. Mas também João Santos, que trabalhou durante alguns anos no Ministério da Agricultura, considera que persiste “a necessidade de mais veterinários em Cabo Verde”.

“Principalmente num sector muito importante de capital interesse que é a saúde pública”, sublinha.

Na linha dos outros entrevistados, também este veterinário, ressalta questões “a que antigamente não se dava tanta relevância”, como as zoonoses ou o controlo de qualidade dos alimentos. Aliás, como relembra, fenómenos que vão acontecendo, por exemplo esta pandemia da covid, têm como consequência que “a cada dia se vá dando maior importância à medicina veterinária”.

Uma área que, concorda, ainda não é bem conhecida, pelo menos a nível de toda a sua abrangência, pela sociedade.

Seria importante, uma maior divulgação por parte da Ordem e instituições. Um exemplo de acção que poderia ser aplicada seria a divulgação em eventuais feiras de profissões junto aos alunos do secundário, focando mais as áreas menos reconhecidas: controlo de qualidade, laboratórios, etc.

“Da saúde pública, principalmente. Só uma pequena parte é que vai para as clínicas”, observa.

Melhor controlo

Apesar das carências, há ganhos. Não só a classe cresceu (ainda que pouco) como a nível do controlo da qualidade do que comemos tem gradualmente havido melhorias.

“Já temos laboratórios credenciados a que, em caso de dúvida os inspectores podem recorrer, já há entidades reguladoras” atentas à qualidade dos produtos alimentícios, como a ERIS…

E os próprios consumidores são hoje muito mais exigentes em relação à segurança alimentar e controlo sanitário (mesmo que possam desconhecer o papel dos veterinários no processo).

Há 20 e tal anos que João Santos saiu do “sistema”, ou seja, do seu trabalho de veterinário no Estado. De lá para cá, viu desenvolver-se o país e crescer o grupo das suas empresas familiares.

Mas se o grupo tem conseguido cobrir várias exigências, que, aliás, lhes abrem portas para mercados como os resorts do Sal e Boa Vista, reconhece que nem todos os criadores conseguem fazê-lo.

Por exemplo, a Sociave está certificada com ISSO 2200, e todo o processo para obter tal certificação é muito custoso. Implica, nomeadamente, a vinda de inspectores de Portugal, “várias deslocações e depois temos de trazer os auditores de Portugal para fazer a renovação de 3 em 3 anos”.

Assim sendo, “não vejo que os pequenos criadores sozinhos sejam capazes”.

Precisam apoio do Estado. Há inclusive, adianta, uma iniciativa da Câmara de Comércio de Barlavento para a criação de uma entidade certificadora nacional, o que permitirá obter a certificação.

“A certificação é exigida pelos grandes hotéis, mas também pelos tour operators e clientes. O Estado tem que ajudar”.

O empresário alerta também que as pequenas empresas que não têm capacidade para terem um veterinário no seu quadro. Quem pode pagar, deve contratar o serviço. Mas o Estado, que não consegue ter um veterinário em cada delegação, deve ter em atenção quem precisa de apoio e outros factores.

Por exemplo, “o uso de medicamentos tem de ser acompanhado”, alerta, destacando o especial cuidado com os antibióticos. ”A humanidade enfrenta a resistência a alguns antibióticos da medicina humana por causa da má utilização nos animais”, lembra.

“Neste momento inclusive há já uma tendência a nível mundial, mesmo na medicina humana, para a utilização de probióticos, precisamente, para evitar a resistência. Portanto, é necessário algum controlo, e que a entidade reguladora tenha isso em linha de conta”.

Pestes

Entretanto, as próprias explorações devem ser cuidadosas. Por exemplo, na suinicultura industrial do grupo, há um cuidado constante, “um rigor enorme”, com a entrada, principalmente de quem vem de Santiago, por causa da Peste Suína, que “circula nas pessoas(não as afecta), nos restos de animais, nas famosas linguiças da Praia…”

“A peste suína africana existe, desde a década de 80 em Santiago. Infelizmente, na altura não se fez o stamping out, portanto, o abate sanitário de todo o efectivo. Isso tem custos, como é obvio, mas é a única solução para a peste suína. O resto são medidas paliativas. Não se fez isso, anos depois a peste apareceu na ilha do Maio. Depois voltou a aparecer no Fogo. Neste momento, também devido à grande comunidade de pessoas de Santiago, principalmente de Santa Cruz, na Boa Vista, apareceu também nessa ilha. Não há vacinas, nem cura. A única solução é o abate sanitário, e quarentena”, narra.

Contudo, há aqui uma outra questão: “Para abater um animal, o Estado tem que indemnizar o criador”, que fica sem o seu rendimento…

Mas não é só com a peste suína que o grupo tem trabalho. Há várias doenças perigosas que podem dizimar todo o efectivo. Para combater qualquer problema as empresas do grupo seguem programas de vacinação rigorosos, um programa rigoroso de resíduos sanitários, rastreios (por exemplo aos ovos, para detecção de salmonelas), etc, etc.

“Há um leque enorme de ameaças. Temos de estar sempre na dianteira”, diz o médico empresário. 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1036 de 6 de Outubro de 2021.

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Autoria:Sara Almeida,10 out 2021 7:47

Editado porFretson Rocha  em  11 out 2021 9:18

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