​Nhonhô Hopffer Almada morre aos 66 anos

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,1 jan 2023 13:38

O arquitecto e homem da cultura cabo-verdiana, Nhonhô Hopffer Almada, morreu este sábado, na sua residência na Cidade da Praia, vítima de doença prolongada, confirmou à Inforpress a sua sobrinha Janira Hopffer Almada.

Segundo Janira Hopffer Almada, Nhonhô Hopffer vinha enfrentando a doença há cerca de cinco anos, mas nos últimos dias a situação estava a agravar-se, tendo o mesmo falecido no último dia do ano de 2022, por volta das 22 horas.

As cerimónias fúnebres acontecem esta tarde. Nhonhô Hopffer será enterrado às 16 horas no cemitério de Nhagar, Assomada, no mesmo túmulo que seus pais, segundo disse à Inforpress Janira Hopffer Almada.

Nhonhô Hopffer, nascido a 18 de Maio de 1956, é natural do concelho de Santa Catarina, tendo começado a vida musical por volta dos 15 anos de idade na cidade da Praia, onde prosseguiu os estudos secundários no Liceu Domingos Ramos, cantando em noites musicais, tocatinas, serenatas e noutros espaços marcados pelo convívio.

Em 2007 colocou no mercado o seu primeiro CD intitulado Nhara Santiago, uma homenagem à sua filha primogénita, com o mesmo nome. Em 2018, gravou “Santamaria”, em honra à sua caçula, Frederica Santa Maria.

Estava a trabalhar numa terceira obra discográfica “Subriviventi” onde contava a história do seu estado de saúde e queria dedicá-la ao seu amigo Antero Simas, também recentemente falecido.

Enquanto arquitecto elaborou emblemáticos projectos de arquitectura no País, tais como os Paços do Concelho de Santa Catarina de Santiago, a sede da Caixa Económica de Cabo Verde, o edifício Banco Comercial do Atlântico em Chã d’Areia e o edifício Pombal na Fazenda.

Nhonhô Hopffer sempre se assumiu como defensor ferrenho da ilha de Santiago, em particular Santa Catarina, sua terra natal, recusando a etiqueta de bairrista.

Numa publicação na sua página na rede social Facebook, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas considera que Cabo Verde perde um tradicionalista que vincava suas criações artísticas na língua cabo-verdiana.

“Foi com enorme pesar que o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas tomou conhecimento do passamento do artista e arquitecto, Nhonhô Hopffer Almada. A sua luta era conhecida e a força com que a encarava também. Cabo Verde está de luto, a comunidade artística está de luto. Perde-se um tradicionalista que vincava as suas criações na língua cabo-verdiana e um defensor das nossas tradições”, lê-se.

O ministério tutelado por Abraão Vicente refere que Nhonhô Hopffer Almada deu muito por Cabo Verde, e que o país soube reconhecer com várias homenagens.

“O Governo de Cabo Verde homenageou-o em 2020 com a Medalha de Mérito Cultural, em reconhecimento ao seu papel é o seu contributo na nossa cultura. À família enlutada, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas endereça as mais sentidas condolências”, conclui.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,1 jan 2023 13:38

Editado porAndre Amaral  em  2 jan 2023 14:59

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