Barragem de Flamengos actualmente com quatro metros de coluna de água

A Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) esclareceu, hoje, que o ressurgimento da água na barragem de Flamengos, actualmente com quatro metros de coluna de água, decorreu da forte recarga dos lençóis subterrâneos de água, na sequência das importantes precipitações e infiltrações ocorridas a montante, nas zonas altas da bacia hidrográfica, em 2022.

Em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da ANAS, Cláudio dos Santos, explicou que trata-se de um fenómeno natural que ocorre em muitos sítios, sempre que as condições hidrogeológicas permitirem a formação de correntes de água subterrânea, que podem fluir à superfície, dando lugar às nascentes.

“Dependendo de factores naturais, leva sempre algum tempo para a percolação da água após as chuvas e para o ressurgimento ou reforço das nascentes. No caso em concreto, levou cerca de 3 meses, após as chuvas. Assim, é bastante compreensível a estranheza ou admiração das pessoas por este fenómeno ocorrer no período seco”, esclareceu.

Este responsável informa que formou, na barragem de Flamengos uma acumulação da água que, conforme medição feita pela ANAS, atingiu quatro metros de altura.

“Os lençóis subterrâneos de água deu lugar ao surgimento de nascentes, devemos também informar que houve um importante reforço nos caudais dos poços e do furo FST-844 existentes na localidade, o que é muito benéfico para a prática da agricultura na localidade”, referiu.

O PCA da ANAS diz que o surgimento da água na barragem de Flamengos configura uma situação dinâmica, já que o caudal da nascente pode vir a diminuir ou desaparecer. Diante destas possibilidades, a ANAS informa que em articulação com a Água de Rega, está a trabalhar na implementação de um sistema adequado de gestão de água, obedecendo aos princípios e regras instituídos.

“De esclarecer que cabe à ANAS assegurar directamente ou, através de outras entidades, a gestão das infraestruturas hidráulicas construídas pelo Estado. Isto inclui obviamente, as barragens, cuja gestão vem sendo asseguradas com envolvimento das delegações do Ministério da Agricultura e Ambiente, na perspectiva da passagem desta gestão, gradualmente, à empresa Água de Rega. É o caso de Principal e Faveta”, acrescentou.

O PCA do ANAS reitera que nenhuma barragem se encontra “sem gestão e desvalorizada”. No que se refere aos trabalhos, foi efectuada o desassoreamento parcial da barragem de Poilão e foram realizadas importantes obras de adução em Faveta, Figueira Gorda e Saquinho. Foi ainda investido cerca de 250 mil contos na reabilitação de estragos em Canto Cagarra.

“De salientar, ainda, a execução de toda a construção da Barragem de Principal e do sistema de adução de água a jusante para as parcelas agrícolas”.

A barragem de Flamengos tem actualmente quatro metros de coluna de água agora proveniente da nascente. A ANAS informa que o país tem duas barragens cheias, Principal e de Canto de Cagarra, duas parcialmente com água, Saquinho 20% e Faveta 45% do total da sua capacidade e as barragens de Poilão e Figueira Gorda por falta das chuvas, encontram-se secas, assim como as barragens de Salineiro e Banca Furada, que foram constatadas falhas técnicas na sua construção. 

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Autoria:Edisângela Tavares (Estagíaria),19 jan 2023 14:29

Editado porAndre Amaral  em  20 jan 2023 9:12

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