A profissional de saúde falava à Rádio Morabeza, em São Vicente, à margem de um evento sobre saúde sexual e reprodutiva de jovens e mulheres com deficiência, promovido pela ADEVIC, em parceria com a União Africana dos Cegos.
“Têm muita falta de informação, por causa das suas limitações, muitas vezes são fechados em casa pelas famílias e quando isso acontece não conseguem ter informação sobre a saúde sexual e reprodutiva. Percebemos que existem muitos mitos e tabus na sua cabeça quanto aos métodos contraceptivos e os seus desejos sexuais, porque quando falamos de saúde reprodutiva as pessoas focam-se somente no sexo”, afirma.
Deisy Correia destaca que as pessoas com deficiência enfrentam maior vulnerabilidade a abusos e exploração sexual devido à falta de informação.
“Acredito que temos que chegar nesta população mais vulnerável, realizar mais conversas abertas, com familiares também porque permite transmitir conhecimentos, estando a família na posse de informação podem ajuda-los, sobretudo na questão de prevenção de abuso sexual”, sugere.
A enfermeira sublinha que investir em acções de sensibilização inclusivas é um passo essencial para garantir que todas as pessoas, independentemente das suas condições, tenham acesso ao conhecimento e possam exercer plenamente os seus direitos.
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