​"Sensibilização continua a ser o maior desafio na luta contra a lepra em Cabo Verde" - Marta Freire

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,26 jan 2025 8:29

A coordenadora do Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose e Lepra, Marta Freire, apontou hoje a sensibilização das pessoas para procurarem as estruturas de saúde como o principal desafio da luta contra a lepra no país.

A responsável falava à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional de Luta contra a Lepra, que se assinala anualmente no último domingo de janeiro, com o objetivo de consciencializar sobre a doença e inspirar ações para acabar com ela.

Segundo avançou, há mais de 25 anos que a lepra deixou de ser um problema de saúde pública em Cabo Verde, pelo que, durante este período, tem-se registado anualmente uma média de sete a dez casos por ano.
Conforme a mesma fonte, normalmente as pessoas diagnosticadas com lepra são as que enfrentam mais dificuldades, por serem pobres.
“No passado, por exemplo, tivemos registo de oito casos, e o registo tem sido normalmente em duas ilhas: a ilha de Santiago, na Cidade da Praia, onde há maior concentração da população, e em São Vicente”, adiantou, explicando que a maior parte dos casos tem aparecido na capital.
Os casos, conforme informou, são identificados no âmbito da programação que realizam semestralmente em cada ano, através de dermatologistas que se deslocam às localidades à procura de lesões de pele sugestivas de lepra, tanto em adultos como em crianças.
Ao serem diagnosticadas, acrescentou, as pessoas são encaminhadas para realizar o exame de baciloscopia, que confirma a doença ou não, sendo que o seguimento é feito nas delegações de saúde, que oferecem tratamento gratuito da doença.
“E temos tido excelentes resultados, porque temos boa adesão ao tratamento. Não temos casos de abandono das pessoas, que contribuem com isto para que tenhamos excelentes resultados em termos de tratamento”, realçou.
Entretanto, sublinhou que o principal desafio da luta contra a doença em Cabo Verde tem a ver com a sensibilização por parte das pessoas para procurarem as estruturas de saúde quando constatam qualquer lesão de pele, esclarecendo que a lesão provocada pela lepra tem características específicas.
“Não provoca dores e não incomoda, daí que muitas vezes as pessoas não procuram as estruturas de saúde, porque dizem, por exemplo, que já têm esta lesão há muito tempo e não sentem nada, e então não se preocupam”, disse.
Apelou, neste sentido, à população para procurar as estruturas de saúde mais próximas para receber tratamento e não optar pela automedicação, tendo assegurado que o Programa Nacional tem sempre orientado as comunidades no sentido de que as lesões de pele devem ser tratadas pelos médicos.
Para assinalar a data, afirmou que a coordenação nacional não tem nenhuma atividade para assinalar a efeméride, mas que continuam a realizar rastreios, estando programada ainda para este ano uma campanha massiva de rastreio de patologias de pele.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,26 jan 2025 8:29

Editado porFretson Rocha  em  2 abr 2025 23:28

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