Na base desta corrente humana, cuja concentração ocorreu cerca das 11:00 na Praça Dom Luís e depois se estendeu pela Avenida Marginal, está o “sentimento de insegurança” daí, conforme a organização, a luta contra a violência e a exigência de “mais segurança” para São Vicente.
Ao longo do percurso, para além das palavras de ordem, nos cartazes que os manifestantes ostentavam podia-se ler “Queremos segurança!”, “Chega de violência!”, “Justiça que funcione!” e “Presença policial já!”, entre muitos outros.
Entre os presentes, David Leite considerou que a iniciativa dá seguimento a outras acções realizadas com “instinto patriótico” do povo que “quer um São Vicente mais sereno, mais tranquilo e onde as pessoas vivem normalmente”.
“Para turistas passearem à vontade e para que nos deitemos nas nossas camas sem pensar que ladrões vão entrar para nos assaltarem”, lançou David Leite, para quem o maior problema não é a criminalidade, mas sim a impunidade.
Uma opinião partilhada por outra participante, que considerou existir neste momento “muito descaramento” da parte dos meliantes por terem a noção que a justiça não está a ser aplicada.
Em representação do movimento Sokols 2017, que estimulou a realização da corrente humana, Salvador Mascarenhas congratulou-se pela “boa adesão” já esperada.
“Mas agora o mais importante é não ficar por aqui e continuar esse trabalho. Temos um núcleo duro e temos que continuar essa pressão, passar essa mensagem e fazer essas correntes humanas, porque as coisas em São Vicente têm de mudar”, sentenciou.
Referindo-se a situações de roubos e de tráfico de estupefacientes, Salvador Mascarenhas acredita ser preciso ter “mão dura” sobre essas questões e mudar a legislação lá onde for preciso.
Agora como próximo passo, o movimento conta reunir com as autoridades para verem as soluções e investir numa "acção proactiva e preventiva”.