Ulisses Correia e Silva adiantou a data ao ser interrogado pelos jornalistas na sequência de uma visita às futuras instalações do centro da zona de Monte Sossego, que há muito tempo vem sendo aventado.
O chefe do Governo justificou que neste momento está a decorrer o processo de contratação do empreiteiro, cuja fase de adjudicação está agendada para até 24 de Abril, e logo de seguida vai-se passar à fase de construção.
Confrontado pela Inforpress se haveria possibilidade de as obras iniciarem-se em Maio, a mesma fonte afirmou ser um prazo que dependerá da construtora.
“Mas para mim, quanto mais cedo melhor. Mas podemos apontar talvez para o mês de Junho”, completou, com a ideia de que a parte mais longa do processo já está concretizada.
O importante, acrescentou, é que há um “engajamento forte” para dotar São Vicente e Monte Sossego de um centro de saúde, tendo em conta que esta zona é a segunda maior aglomeração populacional de São Vicente e “faz todo o sentido ter um serviço, não só com boas instalações, mas com boa qualidade de prestação de serviços de saúde”.
A futura infra-estrutura vai ocupar as instalações que serviram de centro de diagnóstico durante a pandemia da covid-19, situado na Avenida de Holanda, e a previsão para a sua conclusão é entre dez a 12 meses.
O investimento é financiado pelo Banco Mundial em 60 mil contos, de acordo com informações avançadas antes pelo executivo.
Questionado sobre os equipamentos, Ulisses Correia e Silva garantiu que o centro terá “equipamentos médico-hospitalares modernos”, adequados às actividades a serem desenvolvidas.
Como prova, recordou que há cerca de três anos, o Governo fez um “grande investimento em equipamentos médico-hospitalares em todos os centros de saúde e hospitais regionais e agora está-se num segundo pacote de investimentos “mais modernos” para suprir as necessidades que ainda existem, não só a nível dos hospitais centrais, regionais e dos centros de saúde.
Antes de Monte Sossego, o primeiro-ministro visitou duas estruturas privadas de saúde, Sameg e Urgimed, que, no seu entender, mostram que o privado está a crescer e se desenvolver em complementaridade com o sector público, resultará em ganhos aos utentes.
Por isso, conforme a mesma fonte, neste momento está-se a trabalhar sobre a regulamentação dessa complementaridade, a fim de existir “um quadro claro, transparente e com regras”, incidindo também sobre a questão da cobertura da segurança social.
Interrogado para quando essa cooperação pretende ser efectivada na prática, Ulisses Correia e Silva remeteu as respostas ao ministro da Saúde, que acompanhou a comitiva da visita.
O ministro Jorge Figueiredo assegurou, por seu lado, que o pacote está a ser discutido e previu ter novidades nos próximos três meses.