O alerta do desaparecimento do adolescente foi dado por volta das 18:30 horas e num espaço de vinte minutos os elementos dos bombeiros voluntários e da protecção civil iniciaram as buscas, mas até por volta das 20 horas de domingo não foi possível visualizar e nem resgatar o corpo do adolescente.
O vereador responsável pela área de protecção civil João José Canuto disse à Inforpress que após alerta foram colocadas embarcações de boca aberta e um mergulhador no local onde o adolescente desapareceu para as buscas mas não foi possível.
As buscas foram suspensas por volta das 20 horas devido a falta de visibilidade e foram retomadas hoje com a presença de três mergulhadores apoiados por uma embarcação de boca aberta.
Os familiares criticaram a demora na chegada da equipa de protecção civil para iniciar as buscas.
Informações recolhidas pela Inforpress apontam que o adolescente acompanhado do irmão e de outros amigos estavam a nadar e que o próprio irmão tentou salvá-lo, mas sem sucesso.
Algumas pessoas tentaram socorrê-lo, mas o adolescente desapareceu sem que pudesse ser socorrido.
O mar nas proximidades da praia de Fonte Bila que, nesta época do ano, encontra-se, normalmente, agitado e em alguns sítios chega a embater-se no rochedo, na tarde de domingo estava calma e sem grandes ondulações.
Para muitas pessoas, frequentar a praia de Fonte Bila neste período do ano é um “convite para a morte” e algumas pessoas defendem que a praia devia ser interditada nesta época do ano em que o seu estado é mais agitado para evitar tragédias do tipo.
O adolescente de 16 anos respondia pelo nome de Admilson Dinis Lopes e residia no bairro de Lém de Cima, São Filipe.
De mais de uma dezena de pessoas que perderam a vida na praia de Fonte Bila, apenas duas foram devolvidas às costas.
As restantes nunca foram encontradas.