Docente da US defende mais bolsas para investigadores cabo-verdianos

PorAnícia Veiga, Rádio Morabeza,5 fev 2026 14:15

É preciso mais investimento em bolsas para que investigadores cabo-verdianos possam realizar pesquisas no exterior. Posição defendida pela professora da Universidade de Santiago, Isaura Furtado, em declarações à imprensa, à margem do seminário MORABEZA PROLEDES: “Intercâmbio, Educação, Língua(gem) e Africanidades em Cabo Verde”, que arrancou esta manhã na Universidade de Santiago, polo da Praia.

“Ainda precisamos investir um pouco mais nesta parte das bolsas para os nossos investigadores. Existem as bolsas oferecidas pelo programa brasileiro, que é o chamado sistema CAPES, que dá um estímulo muito grande para a pesquisa acadêmica universitária”,afirmou

O intercâmbio é composto por seis participantes que integram o projecto “Formação de Professores para o Ensino da Leitura e da Escrita em Contextos de Desigualdades Sociais” e que se encontram a realizar pesquisas no país em diferentes áreas.

Isaura Furtado sublinha que estas investigações são desenvolvidas sob a orientação de docentes brasileiros e da Universidade de Santiago, sendo que os resultados serão posteriormente publicados.

“Toda pesquisa que esses intercambistas realizam é feita sob a orientação de um docente brasileiro e de um docente sediado em Santiago, na Universidade de Santiago.Todas as pesquisas que esses estudantes estão a realizar junto das comunidades cabo-verdianas, sejam escolas, instituições de diversas naturezas, serão estudos que serão publicados, serão publicados as dissertações, as teses e os artigos científicos que também serão os desdobramentos das pesquisas que estes intercambistas brasileiros realizam aqui em Cabo Verde, sempre buscando conviver e conhecer a realidade cabo verdiana”, frisou.

Hefrain da Silva Costa, um dos integrantes do intercâmbio, afirma que, até ao momento, tem sido constatado que as questões sociais são um dos principais factores da interrupção definitiva dos estudos…

Nesse sentido, o trabalho do grupo passa por contribuir para que estes alunos consigam perspectivar um futuro no ensino, independentemente da sua situação financeira.

“A situação da desigualdade que nós conseguimos perceber está envolvida também nessa questão da língua enquanto uma ação social, pensando exactamente que muitos alunos acabam evadindo a escola ao final do ensino básico obrigatório, porque até o oitavo ano esse ensino é grátis. Quando passa para o nono ano, esse ensino já começa a pagar propina e pelas questões sociais, eles acabam evadindo da escola. Então, o nosso trabalho é pensar numa proposta de trabalho em que eles vejam o futuro no ensino, vejam o sentido em continuar os seus estudos, a sua vida acadêmica, independente dessas questões financeiras. E pensar em uma possibilidade para que eles consigam realizar os seus sonhos e não vejam a evasão como uma possibilidade que eles possam fazer, como um caminho, como uma opção. Mas vejam de fato o sentido em continuar a estudar”, sustentou.

Estes seis intercambistas estão a desenvolver pesquisas nas áreas da educação, educação inclusiva, literacia digital, sistemas informáticos, sistema cabo-verdiano no que diz respeito às línguas e linguagens, ensino bilíngue, estudos de género e diversidade, sociologia das infâncias, bem como psicologia social e comunitária.

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Autoria:Anícia Veiga, Rádio Morabeza,5 fev 2026 14:15

Editado porAndre Amaral  em  5 fev 2026 15:39

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