O acordo foi assinado entre o Hospital Universitário Agostinho Neto e a Fundação Calouste Gulbenkian, num montante aproximado de 180 mil euros. Evandro Monteiro sublinha que a falta de sustentabilidade financeira condiciona a captação de novos quadros para a investigação.
“A outra grande dificuldade/barreira que temos é a sustentabilidade financeira e, direta ou indiretamente, a atractibilidade de novos quadros e de termos quadros específicos em Cabo Verde associados à investigação em duas vertentes, que seria a investigação para os cuidados primários, toda essa vertente abrangência e uma outra associada à investigação hospitalar”, afirmou.
Para além de reforçar a capacidade de auto-sustentação do laboratório de Biologia Molecular, Evandro Monteiro reitera que este projecto vai permitir criar condições para, no país, acompanhar mutações em doentes com leucemia e estudar familiares que possam apresentar risco associado.
“Este projecto irá reforçar o laboratório de Biologia Molecular com a possibilidade de se autofinanciar e de construir um caminho para ter informações científicas credíveis, como se criou, por exemplo, com o cancro de mama, informações e publicações de fundo e de relevância científica internacional. Quer-se fazer mesmo com as doenças do sangue, saber se há mutações e criar condições para acompanhar doentes, por exemplo, que têm leucemia, saber onde há ou não mutações e estudar também familiares que poderão ter riscos associados a se desenvolver a patologia”, sustentou.
A investigadora Pamela Borges, que lidera o projecto, considera que esta iniciativa é fundamental, na medida em que traz soluções tanto para o diagnóstico como para o acompanhamento de doentes.
“Considerando as várias doenças oncológicas mais frequentes, uma que actualmente precisa de uma resposta e precisa de investimento em termos de diagnóstico são as doenças hemato-oncológicas, ou seja, o câncer do sangue, incluindo a leucemia e também o linfoma. Este projecto surge muito no sentido de trazer soluções para o diagnóstico, o acompanhamento dos pacientes e paralelamente, a necessidade de começar a caracterizar esses doentes oncológicos e perceber, de facto, onde é necessário investir e com a investigação científica, levantar essas evidências que possam encaminhar melhor com políticas também de saúde pública que possam ajudar”, apontou
O projecto Integrated Hematopathology Diagnostic, Monitoring and Immunoprofiling in Cabo Verde foi seleccionado no âmbito do concurso +Investigação – Apoio a Projectos de Investigação em Saúde para investigadores seniores dos PALOP.
Para além do reforço do laboratório de Biologia Molecular, o financiamento permitirá reduzir o envio de amostras para o exterior para efeitos de análise.
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