Numa declaração conjunta, os embaixadores da UE e dos Estados-Membros da UE residentes em Cabo Verde - Espanha, França, Luxemburgo e Portugal - prestaram homenagem às milhares de vítimas civis e militares e manifestaram solidariedade com o povo da Ucrânia.
Na declaração, os diplomatas condenam “com a maior firmeza” a invasão militar lançada pela Rússia, classificando-a como uma guerra de agressão não provocada e injustificada, em violação do direito internacional e dos princípios consagrados na Organização das Nações Unidas, nomeadamente o respeito pela soberania, independência e integridade territorial dos Estados.
Quatro anos após o início do conflito, a declaração sublinha que as consequências humanas, económicas e de segurança continuam a ser profundas, tanto na Ucrânia como além das suas fronteiras. Os ataques contra civis e infraestruturas críticas, referem os embaixadores, agravam a crise humanitária e afectam a segurança alimentar e energética a nível mundial.
Neste contexto, a UE reafirma o seu empenho, juntamente com a maioria dos seus Estados-Membros, em continuar a prestar assistência política, humanitária, financeira e militar à Ucrânia.
Os diplomatas apelam ainda a um cessar-fogo imediato e à retirada completa, imediata e incondicional das forças russas do território ucraniano, defendendo que qualquer paz duradoura deve basear-se no respeito pelo direito internacional e pela integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.
“Sobre esta questão, salientamos também a convergência de pontos de vista com o Governo de Cabo Verde, que sempre manifestou de forma clara o seu apego à Carta das Nações Unidas e à resolução pacífica dos diferendos internacionais. Este constante e corajoso apoio à Ucrânia aproxima ainda mais a Europa e Cabo Verde”, lê-se na declaração.
Foto:depositphotos
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