A eleição teve lugar durante a XIII Assembleia Geral Electiva da instituição, realizada na Cidade Velha, onde Arlindo Carvalho obteve uma vitória expressiva com 96,1% dos votos (49 votos a favor num universo de 51 inscritos).
Em declarações à Inforpress, Arlindo de Carvalho afirmou que esta renovação de mandato é o reflexo do "reconhecimento do trabalho realizado", mas também da confiança depositada pelos voluntários e parceiros na capacidade da equipa de fazer "mais e melhor".
“Mais do que um mandato, nós entendemos que os votos depositados na nossa pessoa e na nossa equipa reflectem, por um lado, o reconhecimento do trabalho realizado, os resultados conseguidos, mas também a confiança de que podemos fazer mais e melhor”, disse.
Como prioridade deste mandato, apontou o reforço da resposta às crises climáticas, fazendo com que a Cruz Vermelha passe a ser uma instituição que trabalhe na antecipação, na preparação das pessoas e comunidades, no reforço das suas estruturas, bem como na formação e capacitação do corpo de voluntários.
Outra prioridade apontada por Arlindo de Carvalho passa pelo empoderamento das comunidades, com foco na acção social, educação, inclusão e redução da pobreza.
“A Cruz Vermelha deve ser uma instituição forte, sustentável e resiliente, capaz de ajudar as pessoas. Acredito que, com esta atitude, poderemos também mobilizar outras instituições e vontades e ter um quadro de concertação mais eficaz, capaz de fazer e produzir sinergias para o bem comum”, argumentou.
Segundo acrescentou, o novo mandato prevê igualmente medidas de transformação organizacional, como o reforço da governação, da transparência, da integridade e da prestação de contas.
A sustentabilidade financeira constituiu, conforme o presidente reeleito, um dos desafios centrais, tendo, no entanto, assegurado que a Assembleia Geral aprovou um conjunto de medidas destinadas à diversificação das fontes de financiamento e ao reforço da base patrimonial da instituição.
Ao analisar os últimos quatro anos, Arlindo de Carvalho fez um balanço “amplamente positivo”, recordando que a instituição foi posta à prova por eventos climáticos e pela persistência de situações de vulnerabilidade social.
“A Cruz Vermelha foi desafiada. Conseguimos estar à altura, cumprindo com a nossa missão humanitária e sendo auxiliares de segurança pública no campo social”, defendeu o presidente, sublinhando que os resultados deste trabalho são visíveis e reconhecidos pela sociedade cabo-verdiana.
A eleição de Fernando Pereira Tavares para o cargo de vice-presidente completa a estrutura superior da CVCV para o mandato 2026-2030.
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