A operação, iniciada no período da manhã, durou cerca de três horas e contou com uma equipa de aproximadamente 30 pessoas. Conforme explicou o professor doutor Norton Matos, a remoção do rim foi feita com técnica laparoscópica, sem grandes incisões, tendo demorado pouco mais de uma hora, enquanto a implantação do órgão levou cerca de mais uma hora.
Por sua vez, o PCA do Hospital Universitário Agostinho Neto, Evandro Monteiro, afirmou que estão preparados para dar continuidade aos trabalhos, sublinhando tratar-se de um processo contínuo.
Relativamente à escolha do paciente, foi explicado que o processo depende da existência de dadores compatíveis. Ao todo, foram avaliados 13 pares, tendo apenas um reunido todas as condições necessárias para o transplante. Nos restantes casos, exames realizados revelaram impedimentos à realização da cirurgia.
“Neste momento, apenas esse era candidato a uma cirurgia segura e ainda não apareceu outro candidato. Temos outros pacientes em estudo, porque é um processo que demora tempo”, assegurou Helder Tavares, membro da equipa médica.
A equipa presente na conferência reforçou que não será realizado qualquer transplante sem que o potencial dador seja considerado plenamente saudável, garantindo um processo rigoroso de avaliação, de forma a assegurar a segurança de todos os envolvidos.
O PCA garantiu ainda que a direcção clínica continuará a comunicar a evolução clínica no pós-operatório, assegurando que todas as informações serão partilhadas dentro dos critérios necessários, de forma a evitar desinformação.
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