Em nota a ANAS garantiu que enquanto entidade reguladora e fiscalizadora do setor da água e saneamento, acompanha tecnicamente a situação no quadro das suas competências, prestando apoio institucional e técnico no seguimento das medidas necessárias à redução do risco de exposição da população.
Neste sentido, recomendou evitar o contacto com águas potencialmente contaminadas, a restrição temporária do acesso ao reservatório identificado, o esvaziamento controlado da infra-estrutura para evitar impactos em pontos de água próximos, bem como a limpeza integral do reservatório, incluindo a remoção de caracóis. Por fim, numa fase subsequente, recomendou se proceder à desinfecção adequada da estrutura, sob orientação técnica das entidades competentes.
Paralelamente, a agência reforçou que a proteção das origens de água constitui uma medida essencial na prevenção de doenças de veiculação hídrica, sendo fundamental assegurar boas práticas na gestão de reservatórios utilizados para fins agrícolas e pecuários.
A esquistossomose é uma doença associada ao contacto com água doce contaminada por parasitas, sendo a presença de caracóis hospedeiros um dos fatores que favorecem a transmissão.
“Neste contexto, a identificação de reservatórios com potencial contaminação exige uma resposta coordenada entre os setores da saúde, agricultura, ambiente e recursos hídricos”, justiçou.
A ANAS garantiu que acompanhará a evolução da situação, prestando o apoio técnico necessário no âmbito das suas competências e colaborando com as autoridades de saúde e demais entidades envolvidas na resposta coordenada a este caso.
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