Logo no início da sua intervenção, destacou a alegria pelo momento vivido e o significado da sua nomeação.
“Estou muito feliz e agradecido a Deus, mas eu gostaria de cumprimentar todas as pessoas que nos assistem neste momento. O povo de Deus da Diocese de Santiago de Cabo Verde. Agradecer a Deus pelo dom da vocação, por esse chamado que recebi através da igreja,a nomeação pelo Santo Padre, o Papa Leão XIV, que está visitando a África”, destaca.
O prelado afirmou o seu compromisso total com a missão que agora assume, sublinhando que está presente aqui “de corpo e alma” para caminhar junto da comunidade, numa Igreja para todos.
“Estou cá de corpo e alma, para caminharmos juntos. Vocês são a minha grandeza, e eu e vocês, unidos, somos a grandeza do Senhor Deus. Na Igreja tem lugar para todas as pessoas, todas são importantes, todas têm valor. Deus não despreza ninguém e não discrimina ninguém. Aqui também, na nossa Igreja diocesana, há lugar para todos. Temos de estar unidos como Igreja sinodal, que caminha junta na mesma direção, para realizarmos a vontade do Senhor Deus. A missão não é nossa, a missão é de Deus. É Jesus que nos chamou para participar nesta missão, então queremos continuar esta missão”, afirma.
Teodoro Mendes Tavares reconheceu que ser bispo “não é fácil”, destacando as exigências da missão, e reafirmou a sua total disponibilidade com o lema “eis-me aqui”, como sinal de entrega e prontidão para servir.
“Nós queremos continuar o trabalho anterior com grande responsabilidade. Ser bispo não é fácil, mas é uma missão de grande responsabilidade, sobretudo tendo em conta os meus antecessores, em especial Dom Arlindo, que dispensa apresentações. Por isso, peço a vossa ajuda, para rezarem por mim, para rezarmos uns pelos outros e juntarmos as mãos, como se dizia nos tempos das águas, temos de unir as mãos para que as águas renderem”, diz.
Teodoro Mendes Tavares foi nomeado no dia 15 de Fevereiro de 2026 pelo Papa Leão XIV como novo bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde.
O prelado torna-se o terceiro bispo cabo-verdiano e o 35.º nomeado para esta porção da Igreja local, sucedendo a Arlindo Gomes Furtado, que já tinha apresentado ao Papa Francisco a sua renúncia ao governo pastoral da diocese ao atingir o limite de idade de 75 anos, conforme o Código de Direito Canónico.
homepage











