Em declaração à imprensa, o Presidente do Conselho Directivo do INECV apelou aos responsáveis pela utilização indevida das plataformas digitais da instituição para que cessem imediatamente tais práticas.
“Apelamos aos responsáveis pela utilização indevida das plataformas digitais do INE para que cessem imediatamente tais práticas, permitindo que os factos sejam apurados pelas autoridades competentes nos termos da lei”, afirmou João de Pina Cardoso.
Para João de Pina Cardoso, uma coisa é o escrutínio legítimo e outra é a difusão de acusações anónimas sem provas, capazes de afectar a reputação de profissionais e instituições que servem o país.
No seu entender, quando se tenta fragilizar uma instituição responsável pela produção de estatísticas oficiais, não se está apenas a atacar o INECV, mas também a fragilizar um instrumento essencial para a boa governação, o investimento, a investigação científica e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
“O Instituto Nacional de Estatística não pertence a um governo, a um partido político, a uma pessoa ou a um grupo de interesse”, sustentou o presidente do Conselho Directivo do INECV.
Questionado acerca de um suposto bloqueio do site do INECV durante o período de campanha eleitoral, João de Pina Cardoso assegurou que não houve qualquer pressão política que impossibilitasse a consulta de dados.
“O nosso site, infelizmente, tem problemas técnicos e, portanto, não houve pressão política”, respondeu.
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