A travessia até alcançar o arquipélago cabo-verdiano incluiu escalas técnicas em França, Espanha, Peniche e Madeira (Portugal) e Ilhas Canárias.
Com 26 metros de comprimento e capacidade para transportar 85 passageiros, além de carga, a embarcação é vista como “um importante reforço” para a rota Brava-Fogo, uma linha considerada fundamental para a mobilidade de pessoas e mercadorias na região sul do país.
Um dos proprietários da embarcação, Robert Burnier, disse no local que a chegada da nova embarcação é acompanhada “de grande expectativa” por parte das populações, operadores económicos e autoridades locais, tendo em conta os benefícios esperados para o transporte inter-ilhas, o abastecimento de bens essenciais e o desenvolvimento das actividades comerciais entre as duas ilhas vizinhas.
Antes de dar início às operações regulares, o navio será submetido a inspecções e vistorias técnicas, bem como ao processo de licenciamento por parte das autoridades marítimas cabo-verdianas, etapa indispensável para garantir o cumprimento de todos os requisitos de segurança e navegação exigidos pela legislação nacional.
Concluídos estes procedimentos burocráticos e de salvaguarda, segundo a mesma fonte, a embarcação entrará oficialmente em serviço, contribuindo para “uma maior regularidade” nas ligações marítimas, aumento da capacidade de transporte de passageiros e carga, e para a melhoria das condições de mobilidade dos residentes da Brava e do Fogo.
A entrada em operação do “Djabraba”, ainda segundo Robert Burnier, representa assim “mais um passo na consolidação e no reforço da conectividade marítima” em Cabo Verde, aproximando comunidades, facilitando o comércio regional e alavancando o desenvolvimento económico e social das duas ilhas.
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