Em declarações à imprensa, após encontro com o ministro da Saúde, Luís Lima explicou que a reunião, que durou cerca de três horas, permitiu aos sindicatos constatar que o Ministério da Saúde já tem conhecimento dos processos relativos aos Planos de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) e das reivindicações apresentadas pelos profissionais do sector.
“Nós demos conta que o Ministério da Saúde já tem em mãos o conhecimento de todo o processo dos PCFR, não só dos PCFR, mas de tudo aquilo que nós defendemos durante esses anos, em relação ao desenvolvimento da carreira dos profissionais de saúde”, afirmou.
Perante esta situação, os sindicatos vão apresentar ao Ministério da Saúde, no início da próxima semana, um caderno com as suas prioridades e uma proposta de calendarização para a execução das matérias pendentes da anterior legislatura.
Segundo Luís Lima, o Ministério da Saúde apontou “dificuldades financeiras e alguns constrangimentos legais para a implementação dos PCFR”, nomeadamente relacionados com a disponibilidade orçamental.
O sindicalista indicou, contudo, que a actualização salarial dos técnicos auxiliares de saúde é, neste momento, a principal reivindicação dos sindicatos, juntamente com o subsídio de risco.
“Temos uma prioridade das prioridades. A actualização salarial dos técnicos auxiliares de saúde é o que resta, digamos, da actualização salarial, bem como o subsídio de risco”, salientou.
Os sindicatos têm ainda outras reivindicações relacionadas com retroactivos, mas, segundo Luís Lima, estas questões poderão ser tratadas posteriormente, tendo em conta a necessidade de dar prioridade à regularização salarial dos trabalhadores que ainda não beneficiaram das actualizações previstas.
Questionado sobre quando poderá ser concretizada a actualização salarial, Luís Lima explicou que Agosto já não será possível devido ao processamento salarial, apontando Setembro ou Outubro como possíveis períodos.
“Nós estamos a pensar no mês de Setembro ou Outubro, tempo que o ministério poderá recolher dotação orçamental, ou então recursos dentro do próprio Ministério ou das Finanças”, disse.
O coordenador dos sete sindicatos afirmou ainda que o encontro permitiu obter do Ministério da Saúde a indicação de que várias das questões pendentes poderão ser resolvidas ainda durante este ano.
“Queremos que seja o mais urgente possível”, reforçou, acrescentando que os sindicatos vão entregar o caderno de reivindicações no início da próxima semana, dada a urgência manifestada pelos trabalhadores.
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