O encontro surge na sequência do pré-aviso de greve de 72 horas, entre os dias 28 e 30 de Abril e visa encontrar soluções para um conjunto de reivindicações que permanecem por cumprir.
Em comunicado, os sindicatos SLTSA, SINTCAP, SINTAP, SINDEF, SISCAP, SINMED e SICOTAP explicam que a decisão de avançar para a greve resulta de mais de dois anos de negociações e de um alegado incumprimento de compromissos assumidos pelo Governo no âmbito de um acordo sindical anteriormente firmado.
Segundo as estruturas sindicais, apesar de alguns avanços registados, persistem várias pendências consideradas essenciais.
Entre estas, apontam o pagamento do subsídio de risco aos profissionais do regime geral que trabalham em locais de risco, o pagamento de retroactivos salariais e do subsídio de risco acumulados há treze meses, bem como a regulamentação das carreiras profissionais.
Os sindicatos indicam ainda a necessidade de resolução de questões estruturais relacionadas com as condições de trabalho, a publicação de listas nominativas de transição do pessoal do INSP e denunciam a contratação de profissionais com salários abaixo dos previstos na tabela remuneratória unificada.
No documento, as organizações sindicais criticam a ausência de respostas concretas e eficazes por parte do Governo e do Ministério da Saúde, acusando ainda estas entidades de proferirem declarações infundadas com o objectivo de desmobilizar os profissionais e confundir a opinião pública.
Os sindicatos alertam também para a circulação de informações falsas, nomeadamente cartas e panfletos sem autoria identificada, que estariam a ser indevidamente atribuídos aos profissionais de saúde.
De salientar que depois de ter entregre o pré aviso de greve o Ministério da Saúde negou que não esteja a cumprir o acordo assinado em Março de 2025 com os sindicatos do sector da saúde e assegurou que tem vindo a executar, de forma faseada, as medidas previstas no entendimento.
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