Francisco Carvalho iniciou a sua agenda, a 21 de Setembro, com a participação num evento promovido pela União Europeia, no encontro “Championing Diversity in Times of Adversity: Standing UpforLGBTIPersons”enuma mesa-redonda ministerial promovida pelo Reino Unido.
No dia 22, esteve presente na abertura do debate geralda 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, no encontro de alto nível sobre a implementação do Pacto para o Futuro em África e numa reunião dedicada à protecção dos direitos das crianças perante a inteligência artificial. Participou ainda numa recepção oferecida pelo Presidente dos Estados Unidos por ocasião da Assembleia Geral.
A 23 de Setembro, o primeiro-ministro participou no painel de alto nível “Reaffirming the Promise of Peace: Using the Power We Have”, promovido pela Filândia, e no lançamento da OceanEye Alliance, iniciativa da União Europeia e do Canadá destinada a reforçar a observação dos oceanos.
Ainda nesse dia, interveio na reunião de alto nível que assinalou o 40.º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, onde defendeu um progresso económico e social traduzido em “condições dignas de vida para todos”.
O PM referiu igualmente que o compromisso do Estado passa por uma “maior participação cidadã”, nomeadamente da juventude e das mulheres, com vista à promoção de um desenvolvimento que crie oportunidades e distribua a prosperidade de forma mais justa.
Francisco Carvalho participou, também no dia 23, na reunião de alto nível do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre Acção Climática e Transição Justa. Na sua intervenção defendeu uma acção climática mais ambiciosa, o reforço da adaptação e da resiliência, bem como o acesso a financiamento previsível e adequado para os países mais vulneráveis.
O Chefe do Governo realçou ainda que investir nos Pequenos Estados Insulares é investir na resiliência global, no desenvolvimento sustentável e num futuro partilhado, apelando à passagem das promessas para uma acção concreta e acelerada.
A 24 de Setembro, participou na reunião de líderes da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) e no encontro de alto nível sobre as ameaças existenciais decorrentes da subida do nível do mar, no qual interveio e assumiu a co-presidência.
No dia 25, participou na reuniãodealtonívelsobreprevenção, preparação e resposta a pandemias.
Já a 26 de Setembro, Francisco Carvalho estreou-se no debate geral da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde, em crioulo cabo-verdiano, defendeu o reforço do multilateralismo, a justiça climática e uma maior representatividade de África nas instituições.
Na sua intervenção, reiterou o compromisso de Cabo Verde com a Carta das Nações Unidas e o respeito pelo direito internacional, defendendo que “o direito internacional e o direito internacional humanitário não podem ser aplicados de forma selectiva”.
O primeiro-ministro abordou igualmente os desafios do terrorismo, extremismo violento e criminalidade, particularmente em África, defendendo a prevenção, instituições fortes, cooperação e criação de oportunidades. Considerou aindao investimento na juventude africana, através da educação e da criação de condições para uma vida digna, como um investimento na paz. Sobre a governação global, apelou à reforma do Conselho de Segurança da ONU para assegurar uma representação equitativa do continente africano e defendeu que a escolha do próximo secretário-geral da organização deve respeitar princípios de transparência, inclusão, mérito e igualdadede oportunidades.
No plano nacional, colocou a educação no centro da estratégia de desenvolvimento, apontando igualmente o reforço dos sistemas de saúde, a transformação digital, a igualdade de género, a transição energética, a segurança hídrica e o desenvolvimento da economia azul.
“Desenvolvimento significa transformar conhecimento em oportunidade e oportunidade em dignidade”, declarou.
A questão climática ocupou também parte importante da intervenção. Francisco Carvalho destacou os impactos das alterações climáticas nos Pequenos Estados Insulares, nomeadamente as chuvas intensas, a desertificação, a escassez de água, a perda de bio-diversidade, a acidificação dos oceanos e a subida do nível do mar.
De realçar que Cabo Verde vai assumir em Janeiro de 2027 a presidência da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), uma informação avançada por Francisco Carvalho durante a sua intervenção na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
O Chefe do Governo definiu como pilares da presidência cabo-verdiana a coesão entre os Pequenos Estados Insulares, a concretização da Agenda de Antígua e Barbuda, o reforço do financiamento para a adaptação climática e a centralidade da governação dos oceanos na agenda multilateral.
*Com Inforpress
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1296 de 30 de Setembro de 2026.
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