O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, defende a importância de agir antes do agravamento da seca, para proteger as populações e reduzir os riscos de perdas humanas e materiais.
“Normalmente, as instituições intervêm quando a crise já aconteceu. E, quando isso acontece, podemos, sim, salvar vidas e minimizar o sofrimento humano, mas intervindo de forma antecipada, podemos não só aliviar esse sofrimento, mas também evitar eventuais perdas de vidas humanas”, defende.
Arlindo Carvalho explica que o protocolo prevê medidas de protecção dos meios de subsistência, preparação das comunidades e formação de equipas para responder aos efeitos da seca.
Nesta primeira fase, as acções vão abranger a Boa Vista, o município do Porto Novo, em Santo Antão, e alguns municípios de Santiago.
“Temos um estudo que sustenta este projeto e que identifica alguns concelhos onde os efeitos da seca são visíveis, nomeadamente, a ilha da Boa Vista, o concelho do Porto Novo e alguns municípios da ilha de Santiago. Nesta primeira fase, estes serão alvo de uma intervenção direta no âmbito do projeto, mas não pomos de parte a possibilidade de outras ilhas também virem a beneficiar desta ação”, afirma.
A Federação Internacional é parceira da Cruz Vermelha de Cabo Verde na implementação do protocolo.
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