OE 2018: «São Vicente foi mais uma vez esquecida» - PAICV

PorFretson Rocha,9 nov 2017 14:48

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Os deputados do PAICV, eleitos por São Vicente, consideram que a ilha foi esquecida na proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2018.</strong><strong> </strong><strong>João do Carmo afirma que no documento não se vislumbra qualquer investimento de fundo para a ilha do Monte Cara.

Os deputados do PAICV, eleitos por São Vicente, consideram que a ilha foi esquecida na proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2018. João do Carmo afirma que no documento não se vislumbra qualquer investimento de fundo para a ilha do Monte Cara.

O parlamentar falava hoje à imprensa, em jeito de balanço de uma visita que os eleitos efectuaram a São Vicente, no âmbito da preparação do debate sobre o Orçamento de Estado para 2018.

“Este orçamento preocupa-nos seriamente, pois está espelhado de que a ilha de São Vicente mais uma vez foi esquecida. Não há nenhum investimento de fundo para a ilha para o próximo ano. De facto, a ilha de São Vicente encontra-se muito aquém daquilo que o senhor primeiro-ministro prometeu aquando das campanhas eleitorais”, considera.

Durante a visita, os deputados do maior partido da oposição estiveram na Agência Marítima e Portuária e na Direcção Nacional da Economia Marítima. João do Carmo alerta para a necessidade de regulamentação da Convenção do Trabalho Marítimo (MLC), sob pena de Cabo Verde entrar na lista negra da Organização Marítima Internacional (IMO).

“A não regulamentação do MLC pode perigar 1300 marítimos cabo-verdianos no exterior. Querendo dizer que podemos regredir aos finais dos anos 90, em que Cabo Verde entrou pela lista negra da IMO”, diz.

No sector pesqueiro, o PAICV chama a atenção para aquilo que considera a falta de acção do Governo na implementação do laboratório de pesca em São Vicente, uma exigência que consta do relatório de auditoria da União Europeia, com relação à exportação de pescado.

“Caso, até à próxima auditoria, não tivermos o laboratório de pesca a funcionar, podemos correr o risco de não continuármos a exportar o nosso pescado para a União Europeia”, alerta.

Os eleitos do PAICV visitaram também a Câmara de Comércio de Barlavento. As principais reclamações, segundo o maior partido da oposição, prendem-se com questões a fiscais e a burocráticas.

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Autoria:Fretson Rocha,9 nov 2017 14:48

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  9 nov 2017 14:48

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