"Privatização da água seria desastrosa", defende Presidente da Câmara de Santa Catarina

Beto Alves (ao centro)
Beto Alves (ao centro)

O presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago considera que a privatização do sector da água em Cabo Verde seria má para o país, "se esta se regesse pelos princípios orientadores do mercado".

Ao intervir no 8º Fórum Mundial da Água, que se realiza no Brasil, o autarca Beto Alves sustentou que “a privatização, tout court, inverteria o princípio da água enquanto direito humano”. 

“Com reiterados períodos de seca, uma situação que tende a agravar-se nas próximas décadas, o futuro de Cabo Verde, em matéria de água, passa pela dessalinização, mas também pelo uso paralelo das energias renováveis, nomeadamente, a solar, e a eólica, e, eventualmente, no futuro, o recurso à biomassa”, disse durante o evento que acontece em Brasília.

Para Beto Alves, seria positivo que a ajuda internacional a mobilizar nos próximos anos incidisse particularmente em grandes projectos de dessalinização.

No painel 'Financiamento da água para o futuro', o presidente do município do interior de Santiago revisitou a história recente de Santa Catarina, para recordar os esforços que têm sido feitos, em particular desde 2008, para levar água às populações. 

“Desde 2008 a esta parte, recorrendo à ajuda internacional e estabelecendo uma estratégia clara e ousada para enfrentar o problema, temos vindo a encontrar as melhores soluções. Desde logo, invertendo uma situação que, dez anos atrás se traduzia assim: menos de 50 por cento do Concelho de Santa Catarina beneficiava de água domiciliária”, avançou.

O 8º Fórum Mundial da Água, onde Cabo Verde se faz representar pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, pelo Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e pela ANAS (Agência Nacional de Água e Saneamento), encerra os seus trabalhos no próximo sábado.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Rádio Morabeza,22 mar 2018 11:59

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 nov 2018 3:22

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