MNE português pede ao BAD redução do limiar mínimo de financiamento

PorExpresso das Ilhas, Lusa,30 mai 2019 8:05

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Augusto Santos Silva, apelou quarta-feira à direcção do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para baixar o limiar mínimo dos seus financiamentos de modo a tornar o Compacto Lusófono "totalmente produtivo".

"Nas operações normais do Banco Africano de Desenvolvimento, para que os projectos sejam financiáveis, eles têm de ter um valor de pelo menos 30 milhões de euros, e eu acho que esse é um valor demasiado alto quando nós falamos de economias como a moçambicana, a cabo-verdiana, a guineense, a são-tomense e mesmo a angolana", disse à Lusa o chefe da diplomacia portuguesa, no dia em que se reuniu com a direcção do BAD na sede da instituição, em Abidjan, Costa do Marfim.

"Estive a explicar à direcção do banco que, na minha opinião, esse limiar mínimo devia ser baixado", explicou o ministro, referindo que o banco "disse que ia examinar essa questão na próxima reunião do seu conselho de administração".

O MNE português considera que a redução deste limiar representa "uma pequena alteração" que permite que o Compacto Lusófono seja "totalmente produtivo".

O Compacto Lusófono, para o qual o Governo português acautelou 400 milhões de euros, pretende promover 65 projectos em Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe durante este ano.

Durante a sua visita ao BAD, Augusto Santos Silva ofereceu, através do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, um curso de língua portuguesa para funcionários da instituição, proposta que diz ter sido "muito bem recebida". 

"O português é uma das línguas mais faladas em África. Aliás, juntamente com o inglês, o francês e o árabe, é uma das quatro línguas da União Africana. E, portanto, é muito importante que o Banco Africano de Desenvolvimento tenha pessoas com competências em português", disse. 

"O que nós vamos fazer é oferecer um curso especificamente formatado para melhorar as competências de funcionários do Banco Africano para o Desenvolvimento", precisou o ministro, indicando que, além dos 17 trabalhadores portugueses no BAD, "há outros funcionários não portugueses que querem melhorar a sua proficiência na língua portuguesa". 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,30 mai 2019 8:05

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  30 mai 2019 16:37

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