Trabalho voluntário, agricultores e migrantes foram os temas de hoje da campanha

PorInforpress, Expresso das Ilhas,11 out 2021 19:09

Reconhecimento do trabalho voluntário e solidariedade das associações, ONG e instituições de microfinança; conforto e solidariedade para com os agricultores; defesa dos direitos dos migrantes estiveram hoje na agenda dos candidatos presidenciais que estiveram nas ilhas de Santiago, Fogo e São Nicolau.

O candidato Carlos Veiga, chegou ao final desta manhã à ilha de São Nicolau, onde esteve em contactos directos com o eleitorado dos concelhos da Ribeira Brava e do Tarrafal.

Antes da viagem para a ilha de Chiquinho, Carlos Veiga esteve reunido com representantes das organizações comunitárias na Cidade da Praia, “numa espécie de reconhecimento e homenagem” pelo trabalho voluntário e solidariedade que muitas das associações, ONG, instituições de microfinanças têm feito em benefício de milhares de famílias mais pobres no país.

É também um grande reconhecimento, ressalvou Veiga, pelo trabalho que as associações têm realizado no sector de protecção e inclusão das crianças, das mulheres, jovens e idosos, pessoas com deficiência, assim como no ramo da formação profissional, microcrédito e questões de ambiente e biodiversidade, na cultura, no desporto, no lazer e na educação cívica.

Por seu turno, Hélio Sanches chegou esta manhã à ilha do Fogo, com uma mensagem de “esperança, de solidariedade e de confiança” para um futuro melhor.

“Trouxe uma mensagem de esperança e confiança de que a partir do dia 17 de Outubro, quando eu for eleito Presidente da República, podem contar comigo para ajudar toda a população desta ilha que foi afectada pela covid-19, sobretudo a juventude que está desempregada”, apontou.

O candidato, que se define como “político da nova geração”, levou também uma mensagem de conforto e de solidariedade aos agricultores que se encontram em situação difícil devido à seca.

José Maria Neves garantiu que se eleito Presidente vai mobilizar a Nação para empoderar as mulheres, criando as condições para que elas ultrapassem os diversos desafios que ainda enfrentam.

Em entrevista aos jornalistas, na ilha do Maio, no dia em que visitou também o cais de pesca, o mercado do Platô e do Sucupira, na cidade da Praia, onde a maioria dos operadores são mulheres, o candidato de “Djunta Mon Kabésa y korason” disse que a pobreza e as desigualdades em Cabo Verde conjugam-se no feminino.

“Em todas as esferas, nomeadamente na distribuição de poderes, liberdades económicas e sociais o Presidente da República pode mobilizar a Nação para termos mais equidade e igualdade de género e permitir que as mulheres cabo-verdianas tenham muito mais poder efectivo aqui em Cabo Verde”, disse.

Casimiro de Pina que esteve hoje no mercado de Sucupira e na Cidade Velha, apresentou a sua candidatura e pediu voto de confiança ao eleitorado.

No mercado de Sucupira, o candidato conversou com os comerciantes e com os migrantes que todos os dias arrumam suas barracas para expor os seus negócios e conseguir assim o seu sustento e o que auscultou de todos, por onde passava, é que o comércio está parado.

Aos migrantes deixou uma palavra de apreço e prometeu, quando for eleito, defender as garantias de direitos fundamentais de emigrantes.

Entretanto, Gilson Alves mudou de ideia e apoia agora a oficialização do crioulo, que permitirá a Cabo Verde “levantar-se ficar na história”.

A mudança de opinião aconteceu, segundo o mesmo, após o primeiro debate realizado pela rádio e televisão públicas, a 29 de Setembro, em que mostrou uma posição assumindo que Cabo Verde deveria ficar apenas com a língua portuguesa como língua oficial por ser “operativa, económica e da conquista da internacionalização da comunidade cabo-verdiana”.

“Mas, após estas viagens e os contactos que fiz com os cabo-verdianos vi que é mesmo sangue que corre nas nossas veias e sei que é um povo especial e que pode estar à altura de qualquer outro povo, acho que devemos ter duas línguas oficiais”, sustentou, referindo-se à língua portuguesa e língua crioula.

O candidato Fernando Delgado colocou na agenda, em Santiago Norte, onde esteve hoje, no âmbito da campanha eleitoral, os sectores da agricultura, pecuária e pescas, por a região possuir “grande potencialidade” nesses sectores.

Ao 12º dia da campanha eleitoral, fruto de um contacto com um jovem eleitor em Codji Bichu, no centro da cidade de Mangui, que pediu apoio para investir nos sectores da agricultura e criação de gado, o candidato tratou logo de informar que o Presidente da República não governa, mas que caso for eleito prometeu exercer o poder de influência, a fim de trazer aos jovens interessados “a atenção desejada” no sector da agricultura que, “de facto, está a necessitar”.

“Por isso, considero que há necessidade de juntos, criarmos soluções para que a agricultura, a pecuária e a pesca sejam soluções para trazer sustento ao País”, continuou Fernando Delgado, que pediu que o investimento não seja feito “apenas em sectores como o desporto ou afins”.

Já Joaquim Jaime Monteiro iniciou hoje a sua campanha eleitoral na ilha de Santiago, no concelho de Santa Cruz, onde se declarou estar em “plena forma” para realizar mais duas semanas de campanha”.

O auto-intitulado “candidato do povo”, que também esteve à conversa com idosos e jovens pediu o voto dos santa-cruzenses por ser ele ser o “mais velho e experiente” e recebeu apoio de alguns cidadãos que se dizem cansados com “os que vão e voltam “.

Por isso, Joaquim Monteiro, que foi abraçando e acarinhado por várias pessoas, convidou algumas comerciantes, em jeito de brincadeira, a candidataram-se à primeira-dama e prometeu ser um Presidente da República para fazer de Cabo Verde um país mais avançado e unido.

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Autoria:Inforpress, Expresso das Ilhas,11 out 2021 19:09

Editado porSheilla Ribeiro  em  19 out 2021 19:19

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