Cultura, turismo científico, pesca foram os destaques da campanha de hoje

PorInforpress, Expresso das Ilhas,12 out 2021 18:55

Na campanha eleitoral de hoje, os candidatos abordam temas desde controlo rigoroso do processo eleitoral, cultura, promoção do turismo científico, transportes marítimos, responsabilidade africana do país e escola de pescadores.

O candidato às presidenciais José Maria Neves pediu hoje, em Pedra Badejo no concelho de Santa Cruz, um “controlo rigoroso” ao processo eleitoral e alertou para possíveis ataques ao sistema digital de contagem dos votos.

José Maria Neves, cujo lema da campanha é “Djunta Mon Kabésa y Korason”, afirmou que em “condições normais” a sua candidatura ganhará estas eleições já na primeira volta, contando com a votação dos residentes e da diáspora.

“A única questão agora, é controlar o processo eleitoral, contagem também para ser feita da melhor forma possível. Sabemos que as tecnologias informacionais agora têm muitas fragilidades. Temos de assegurar que não haja hackers possíveis que possam entrar no nosso sistema de contagem”, disse.

No concelho de São Domingos, Fernando Delgado afirmou que sendo Presidente da República, o sector da cultura e os seus agentes vão merecer o “destaque devido”, porque se tratar da “bandeira do país”.

O candidato deixou-se se fotografar junto ao busto do artista Ntoni Dentu d’Oru, elogiando o seu contributo no desenvolvimento da cultura cabo-verdiana.

“Há que transportar a nossa cultura para todos os pontos do mundo e sua promoção será um dos destaques da minha Presidência”, reiterou Fernando Delgado, para quem os músicos e outros fazedores de arte, de forma geral, terão “o devido tratamento” da Presidência da República, com ele na cadeira.

Por seu turno, Casimiro de Pina defendeu hoje que o vulcão do Fogo deve ser inserido no circuito internacional do turismo científico por ser o ponto mais alto do oceano Atlântico.

“Temos de lutar por algo mais do que o turismo de sol e praia. E Fogo tem grandes potencialidades para o turismo de natureza e histórico”, disse, afirmando que caso a ideia for levada em consideração seria uma grande fonte de “criação de prosperidade” para Cabo Verde.

Neste âmbito, promete, se for eleito Presidente, promoverá debates para articular a posição do governo, contribuindo assim para uma discussão “profunda” à volta do Fogo, do seu desenvolvimento e do turismo científico.

Já Hélio Sanches manifestou hoje o seu desagrado pela falta de transportes marítimos, uma vez que a sua candidatura ficou impedida de levar a mensagem e propostas aos eleitores da ilha Brava. Um problema que, conforme diz, só agora está a sentir na pele.

Segundo o candidato, trata-se de um problema que afecta não só a população, mas também a economia nacional, e que o governo deve resolver o mais rápido possível.

“Como Presidente da República, a partir da próxima segunda-feira, uma das primeiras medidas a serem analisadas com o governo é a questão dos transportes marítimos, sendo que somos um país arquipelágico e é fundamental que a população disponha de meios para deslocar-se, fazer o seu comércio e permitir que a economia e o turismo funcionem”, assegurou.

Ainda na ilha do Fogo, Gilson Alves sustentou que os jovens imigrantes oriundos da costa africana sentem “falta de compreensão” da parte dos cabo-verdianos e de serem reconhecidos como cidadãos.

Segundo o candidato, os jovens do Senegal, por exemplo, com quem falou nos primeiros contactos em São Filipe, disseram que “não têm sentido se os cabo-verdianos os têm compreendido e reconhecido como plenamente integrados na cultura cabo-verdiana”.

“E aquela falta que nós temos cometido, e que temos de fazer mea-culpa, é que não temos tido alguém que sintonize com eles. Os jovens da África também precisam de liderança e Cabo Verde tem uma responsabilidade africana”, sustentou, admitindo que o País tem a responsabilidade de activar toda a massa juvenil africana e provocar mudanças.

Em Rincão, localidade piscatória situada no município de Santa Catarina de Santiago, Joaquim Jaime Monteiro, prometeu hoje ser um “influenciador” junto do governo para resolver os problemas da localidade.

“Dialogando é que se constrói, mas quando não resulta temos de utilizar medidas mais coercivas, mais justas e mais aplicáveis”, explicou o auto-intitulado “candidato do povo”.

Joaquim Monteiro garantiu ainda que vai influenciar para a construção de um cais de pesca em Rincão, assim como uma escola para os pescadores.

Por sua vez, o candidato Carlos Veiga, que desembarcou hoje em Santo Antão, apelou ao voto dos eleitores, acompanhado do presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, a insistir que “este não é o momento de crispação, mas sim da união”.

Ao ser confrontado com críticas de alguns moradores em relação ao “aumento substancial do preço dos combustíveis”, o proponente ao Palácio Presidencial explicou que se trata de uma medida internacional, realçando que só com a união Cabo Verde pode ultrapassar as dificuldades e que se torna necessário somar esforços numa única direcção.

“Risco de conflitos neste momento não é nada bom. Acho que todos os sinais que os cabo-verdianos têm estado a manifestar vão no sentido de estabilidade (…, com independência de espírito, mas com o espírito de união”, advogou este jurista de 71 anos, que manifestou a sua honra e satisfação pelo “apoio fortíssimo” recebido hoje da direcção do MpD, ao mais alto nível, e que poderá resultar na sua vitória.

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Autoria:Inforpress, Expresso das Ilhas,12 out 2021 18:55

Editado porAndre Amaral  em  13 out 2021 16:10

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