PM apresenta hoje prioridades do Orçamento para 2023 em declaração ao país

PorExpresso das Ilhas, Lusa,5 out 2022 7:17

​O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, apresenta hoje, numa declaração ao país, as principais medidas e prioridades da proposta de Orçamento do Estado para 2023, perante a possibilidade de aumentos salariais entretanto avançada pelos sindicatos.

A proposta, entregue pelo Governo ao parlamento na noite de segunda-feira, está avaliada em 77 mil milhões de escudos e prevê um crescimento económico de 4 a 5% em 2023, assentando, segundo o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, em três prioridades.

“Contingência às crises; protecção das famílias, para que possamos ter um quadro estável; e preparar o país para o futuro”, apontou Olavo Correia, mas sem concretizar medidas até à declaração do primeiro-ministro ao país, prevista para as 10:00 de hoje, a partir do Palácio do Governo.

Na passada sexta-feira, após a reunião do Concelho de Concertação Social, em que o Governo apresentou a proposta orçamental aos parceiros sociais, o presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, afirmou aos jornalistas que havia consenso no documento para aumentar a partir do próximo ano em cerca de nove euros o salário mínimo nacional e actualizar os ordenados mais baixos na administração pública até ao máximo de 3,5%.

Segundo o líder sindical, foi consensualizado um aumento de 13.000 escudos para 14.000 escudos em 2023, enquanto no ano seguinte serão discutidos novos possíveis aumentos, em função da situação do país.

Já o presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Rui Semedo, avisou esta terça-feira o Governo que os cabo-verdianos estão “exaustos” de sacrifícios e que esperam “boas novas” da proposta de Orçamento do Estado para 2023.

“Nós, globalmente, deveríamos dizer é que esperamos que o Orçamento traga boas novas para os cabo-verdianos, porque os cabo-verdianos estão exaustos de novas que não são boas, de dificuldades e de sacrifícios”, afirmou Rui Semedo.

“Que seja um Orçamento de boas novas. Vamos analisar para ver o que é que traz. Que melhorem as condições de vida dos cabo-verdianos, que melhoram o seu rendimento, que diminuem o seu sacrifício e que deem oportunidades para as famílias poderem viver com dignidade”, acrescentou.

O arquipélago enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística - sector que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago - desde Março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo cabo-verdiano baixou a previsão de crescimento de 6% para 4%.

Os preços em Cabo Verde aumentaram 1,9% em 2021, indicam dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) e o Governo prevê uma inflação de 8% este ano, a mais elevada dos últimos 25 anos.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,5 out 2022 7:17

Editado porSara Almeida  em  5 out 2022 11:16

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