Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores defende afirmação da Macaronésia como espaço estratégico no Atlântico

PorSheilla Ribeiro,6 fev 2026 12:15

O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, considerou que os arquipélagos dos Açores, de Cabo Verde, da Madeira e das Canárias devem assumir colectivamente a sua importância geoestratégica de modo a afirmar a Macaronésia, assente na centralidade atlântica e numa actuação concertada entre as regiões insulares.

Luís Garcia falava à imprensa em representação do grupo que participou num encontro com o Primeiro-ministro, Ulisees Correia e Silva.

“O mundo hoje vive novas prioridades. O Atlântico reassumiu aqui uma prioridade muito central em termos de segurança e de defesa e se nós olharmos para o mapa, quem está nesse oceano são os Açores, Cabo Verde, Madeira e Canárias e portanto nós temos que estar, e a comunicação social também é importante para isso, convencidos da nossa importância, da nossa localização, nós somos um activo muito importante em diversas áreas da defesa da segurança e nas outras áreas que nós temos já muito colaborado”, disse.

Segundo o Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores ainda há muitos passos a dar como a mitigação das alterações climáticas e na economia azul.

“Nós temos um oceano que é um mar de oportunidades para todos os nossos arquipélagos. Mas desde logo esse mar e a prova que nós damos para o mundo é de um conjunto de regiões que faz o uso do nosso mar de forma sustentável”, frisou.

O desenvolvimento com a marca de sustentabilidade é também uma referência desta região da Macronésia, conforme sustentou.

No plano político, o responsável explicou que está em preparação uma declaração conjunta, ainda em fase de consensualização entre os quatro parlamentos.

“Não posso avançar ainda porque o texto está neste momento a ser consensualizado”, indicou.

Contudo, adiantou que o documento deverá incluir prioridades e linhas de actuação partilhadas, uma vez que muitos dos problemas, constrangimentos e desafios futuros, como arquipélagos, são comuns.

Apesar da facilidade em alcançar consensos, o porta-voz reconheceu que o principal desafio reside na implementação.

“Depois, o grande desafio é operacionalizar”, afirmou. Luís Garcia salientou que esse processo exige o envolvimento dos Estados e da União Europeia, bem como de outros actores internacionais.

A cooperação alargada surge, na sua leitura, como condição para potenciar o oceano enquanto recurso estratégico.

“É preciso agir em conjunto. Porque toda esta localização é um potencial sobre o oceano. Se nós associarmos aqui a ciência que é precisa, a investigação que é precisa, os nossos centros de excelência, as nossas universidades, nós estaremos aqui a construir uma nova economia e estaremos aqui, sobretudo, também, que é muito importante para as nossas regiões, a criar condições para fixar e atrair talento, fixar jovens qualificados nas nossas regiões”, disse.

De referir que decorre desde ontem, 5, na Assembleia Nacional a X Jornadas Parlamentares Atlânticas, que termina hoje. Entretanto, hoje, o Primeiro-ministro recebeu os Presidentes da Assembleia Legislativa das Regiões Autónomas dos Açores e da Região Autónoma da Madeira, bem como o Presidente do Governo das Canárias.

O encontro insere-se na dinâmica de aprofundamento da cooperação entre regiões atlânticas, com enfoque em áreas de interesse comum.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,6 fev 2026 12:15

Editado porAndre Amaral  em  6 fev 2026 14:50

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