Anúncio feito esta segunda-feira, pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, José Luís do Livramento Monteiro, em conferência de imprensa realizada em São Vicente.
“Para tal, o Ministério vai começar com este comunicado, mas vai instruir as missões diplomáticas de Cabo Verde para que actuem junto dos países onde estão acreditados, para esclarecer as autoridades e a sociedade, porque falsidades não podem passar. Sabemos que o desenvolvimento de Cabo Verde tem dado muito suor aos cabo-verdianos desde a Independência, portanto, não são falsidades que irão fazer com que essa caminhada rumo ao desenvolvimento seja, digamos assim, parada”, afirmou.
Segundo o governante, até ao momento, não foi emitida qualquer notificação formal por parte da Organização Mundial da Saúde, dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças ou de outras autoridades sanitárias internacionais que identifique Cabo Verde como origem de um surto epidemiológico.
“A posição de Cabo Verde pauta-se pelo mais elevado rigor científico e pelos princípios da transparência e da boa-fé na cooperação internacional. O país opera com base em evidências técnicas e nos mecanismos oficiais de comunicação entre Estados”, assegurou.
O Governo sublinha que a simples coincidência entre viagens a Cabo Verde e a ocorrência de casos de doença no estrangeiro não constitui prova de causalidade, sendo necessária confirmação laboratorial e uma investigação epidemiológica devidamente estruturada.
O ministro admite ainda que estas alegações possam estar ligadas a interesses financeiros, nomeadamente a pedidos de indemnização.
“Inclusive, há notícias sem princípio jornalístico, em que chegam a confirmar e a dizer que mortes por doenças alegadamente apanhadas em Cabo Verde não respeitam um princípio jornalístico fundamental, que é o uso do termo ‘alegadamente’, e mais: não ouviram a segunda parte, que neste caso seriam as autoridades cabo-verdianas. Isso deixa supor que essa campanha jornalística é orquestrada e tem por trás pessoas que querem indemnizações ou pretendem atrapalhar o desenvolvimento e a dinâmica do turismo em Cabo Verde. Estão em causa milhões. Se for a Espanha, nomeadamente as Canárias e o sul de Espanha, zonas altamente turísticas, há de ver que houve vários casos dessa natureza e que são sempre promovidos por grupos organizados”, declarou.
O executivo reafirma que Cabo Verde mantém-se como um destino turístico seguro, estável e acolhedor e garante inspecções regulares às unidades turísticas, bem como a aplicação de elevados padrões de saneamento e sustentabilidade.
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