O governante falava à imprensa à margem do acto de entrega das obras de renovação integral do serviço de cardiologia do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na cidade da Praia.
“Nós estamos em plena actividade de discussão interna, impõem algumas questões, nomeadamente de novos terapêuticos, medicamentos que têm que ser garantidos”, explicou.
Jorge Figueiredo assegurou, no entanto, que o país já dispõe dos equipamentos necessários que serão previamente testados antes da operação.
Segundo avançou, existem já cerca de 12 pacientes estudados e que podem proceder à operação nos próximos tempos, sendo que a meta é atingir cerca de 20 transplantes efectuados durante o ano 2026.
“Cada transplante efectuado com sucesso reduz substancialmente os custos com a hemodiálise. A hemodiálise tem um custo X, que não é barato, é bastante alto e reduz em 50 por cento (%). Portanto, a continuação do tratamento de um paciente transplantado custa 50% do valor de uma hemodiálise permanente”, realçou.
Numa fase inicial, o procedimento será realizado em parceria com especialistas portugueses, nomeadamente com o cirurgião Norton de Matos, reconhecido em Portugal e na Europa pela sua experiência neste tipo de cirurgia.
O objectivo, sublinhou o ministro, é assegurar paulatinamente a autonomia na realização do transplante e assumir a capacidade nacional para responder a este problema.
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