Nova acusação de assédio sexual contra juiz nomeado para Supremo dos EUA

PorExpresso das Ilhas, Lusa,24 set 2018 7:39

Brett Kavanaugh
Brett Kavanaugh

A revista The New Yorker noticiou no domingo que os democratas que integram o comité do Senado norte-americano estão a investigar a acusação de assédio sexual de uma segunda mulher pelo juiz nomeado pelo Presidente dos EUA para o Supremo Tribunal.

O incidente reporta ao ano lectivo de 1983-84, o primeiro de Brett Kavanaugh na Universidade de Yale. 

Deborah Ramirez, de 53 anos, disse à revista nova-iorquina que Kavanaugh apareceu num dormitório, embriagado, pressionou o pénis no seu rosto, o que a obrigou a tocá-lo sem o seu consentimento, quando o afastava. 

Numa declaração divulgada pela Casa Branca, Kavanaugh garantiu que o incidente "não aconteceu" e que a alegação era "uma difamação, pura e simples". Um porta-voz da Casa Branca acrescentou, numa segunda declaração, que a alegação foi "planeada para derrubar um bom homem". 

A nova informação surgiu horas depois do comité do Senado ter acordado uma data e hora para uma audiência para ouvir a primeira mulher que acusou Brett Kavanaugh de abuso sexual. 

"Estamos comprometidos em avançar com uma audiência pública na quinta-feira, 27 de Setembro, às 10:00 (15:00 em Lisboa). Apesar das actuais ameaças à sua segurança e à sua vida, a Dr.ª Ford acredita que é importante para os senadores ouvi-la directamente", lê-se numa mensagem dos advogados de Christine Blasey Ford, citada pela imprensa norte-americana. 

Christine Blasey Ford, psicóloga, comprometeu-se com a audiência aberta, confirmaram os advogados em comunicado. 

"Fizemos progressos importantes, Ford acredita que é importante para os senadores ouvirem directamente dela sobre a agressão sexual que sofreu. Ela concordou em ir em frente", acrescentaram os advogados.

Ford concordou em testemunhar depois de Kavanaugh, disse uma fonte ligada às negociações. 

O testemunho é tido como um momento chave no processo de confirmação do juiz para o Supremo Tribunal.

A mulher acusou Kavanaugh de a agredir sexualmente numa festa, quando ambos andavam na escola secundária, nos princípios da década de 1980. O juiz negou, mas a questão está a atrasar a sua confirmação para o Supremo. 

Uma mulher chamada Leland Keyser, que supostamente foi identificada por Ford como uma das cinco pessoas presentes na festa, disse ao comité de senadores "não conhecer o senhor Kavanaugh" e não se lembrar de "ter estado alguma vez" num encontro com ele, com o sem a presença da suposta vítima. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,24 set 2018 7:39

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  14 jun 2019 23:22

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