"Tentativa de criar um ambiente de insegurança acrescida não beneficia a sociedade"

PorSheilla Ribeiro,19 out 2019 8:55

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Ulisses Correia e Silva
Ulisses Correia e Silva

O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva discursava esta sexta-feira no lançamento do Plano Nacional de Reinserção Social 2019-2023.

“Esta tentativa de criar um ambiente de insegurança acrescida não beneficia a sociedade, não beneficia o país e não é o Governo que está em causa. O que está em causa é um bom combate para que possamos reduzir, de uma forma significativa situações de insegurança e possamos viver com tranquilidade”, disse.

Segundo o chefe do executivo, o Governo quer reduzir a reincidência, particularmente, associada à delinquência juvenil. A reinserção social, conforme alega, é o melhor caminho para evitar o regresso ao mundo do crime, com todos os impactos negativos que a situação provoca, no próprio indivíduo, na família e na sociedade.

“O máximo que pudermos evitar de reincidências será sempre um bom investimento para o país. Através do plano estaremos a investir fortemente na formação educativa e profissional do recluso, visando o seu retorno a vida normal, a sua vida familiar, a vida social e de preferência com oportunidades de emprego e de realização profissional”, garantiu.

Durante o seu discurso, Ulisses Correia e Silva proferiu que o Governo quer colocar Cabo Verde em lugares cimeiros, no que diz respeito a reinserção social e a diminuição da reincidência criminal.

“Vamos investir e vamos investir forte. Não só no aspecto de adaptação e melhoria institucional, nos meios, mas, em fortes parcerias que envolvem vários níveis de intervenção, as organizações da sociedade civil, nosso próprio sistema educativo e de formação e informação, as igrejas, as famílias e os cidadãos”, acrescentou.

Nesse sentido, disse acreditar que com isto se consegue tornar o ambiente “menos favorável” a situações de crime e a situações de reincidência, em prejuízo de intervenções, de justiça criminal, de acções de prevenção e de acções coercivas que são necessárias.

“É trabalhando todos esses elementos que conseguiremos dar respostas adequadas. Vamos investir, vamos melhorar os serviços e vamos dar oportunidade para que os reclusos possam ver outras perspectivas de vida depois de cumprirem as suas penas, aqueles que estão nessa situação”, assegurou.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,19 out 2019 8:55

Editado porSara Almeida  em  21 out 2019 10:26

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